Que venham as boas notícias no ano de 2012!
10 Anos!
Há 5 anos
“Todo conhecimento começa num sonho. O conhecimento nada mais é que a aventura pelo mar desconhecido, em busca da terra sonhada” (Rubem Alves)
Caro Diário,Não. Não esquecemos do blog diário.Nestes dias temos pesquisado muito a respeito das últimas mudanças no Processo de Imigração para o Québec, também temos nos preparado para a entrevista, além de atualizar o dossiê, diante disso, na semana que vem nós vamos postar sobre a nova cara do processo de imigração de forma detalhada.
Este já é o terceiro natal juntos.Nossa! Começamos em 2009 e agora em 2011, desejamos um lindo natal, junto com a sua família e amigos festejando o aniversário daquele que é especial todo os dias do ano; Jesus.
O alemão colocando o papel de parede |
A parede do quarto |
Envoyé : 25 septembre 2011 10:05
À : QC Bresil
Objet : Demande de renseignements
Saudações, dei início ao processo de imigração e recebi a confirmação de que o mesmo está em análise.
No momento aguardo a convocação para a entrevista. Sendo assim, gostaria de saber, se for possível, se serei convocado ainda este ano, entre novembro e dezembro, ou se serei apenas entrevistado no próximo ano.
Muito obrigado.
Resposta:
Date: Wed, 23 Nov 2011 11:33:17 -0500
Subject: RE: Demande de renseignements
Bonjour,
As próximas entrevistas serão entre janeiro e fevereiro de 2012.
Cordialement, / Atenciosamente,
Bureau du Québec à São Paulo
"...saímos com meras 8 horas e meia de antecedência. Não queríamos obrigar nossa amiga que ofereceu gentilmente a carona a ir ou voltar no trânsito infernal da Marginal Tietê em horário de pico. Além disso, queríamos ter tempo de despachar as malas com calma. Foi tanta calma que até nos revezamos para dormir na sala de espera, antes que abrisse o balcão da Air Canada. O sossego só foi perturbado por um passageiro sem noção que achou que todos os outros queriam ouvir a música que ele ligou na caixa de som do computador e cantava em voz alta sem nenhuma inibição ou afinação. Quando mostrei a ele que ele não estava numa festa particular, sua decepção foi tamanha que ele só conseguiu ficar de boca aberta, com cara de quem não lembra onde deixou cair o cérebro, e foi embora.
Tirando esse contratempo insignificante, tudo o mais fluiu na maior serenidade. A vantagem da preparação é justamente essa sensação de que nada escapa às suas mãos. A não ser, por infortúnio, o imenso tubo de cartazes que eu levava comigo e desapareceu sem explicação. Quando demos pela sua falta, depois de mais de uma hora diante do portão de embarque, voltei correndo para o controle de bagagens, onde todos os funcionários foram muito solícitos para devolver o tubo, que estava guardado junto à máquina de raio X. Ainda bem que, dessa vez, foram eles que tiveram cuidado. Por mais que eu tentasse, nenhuma preparação me faria ter cinco mãos.
Depois de um vôo muito tranqüilo, na nossa primeira tarde em Montreal conseguimos resolver tudo que era para ser feito nos dois ou três dias seguintes, de acordo com nossa lista: comparecer à imobiliária, assinar o contrato de locação temporária, receber as chaves do estúdio alugado, guardar as malas, telefonar para o serviço de imigração, marcar a abertura de conta no banco, pegar o metrô para o centro da cidade, tirar o número de previdência social, fazer inscrição no seguro de saúde público, comprar adaptador de tomada, ir ao supermercado. Não é à toa que nossa cotação de pessoas prevenidas já tinha passado de duas, pois fizemos o trabalho de umas quatro ou cinco!
É verdade que tudo isso só foi possível graças à colaboração das instituições locais. No Service Canada, uma espécie de Poupatempo do governo federal onde os recém-chegados tomam a primeira de todas as providências, que é registrar-se na previdência social, não havia fila nenhuma e fomos atendidos com muita simpatia. Na agência do seguro de saúde, gerido pelo governo provincial, nem bem pegamos nossa senha que já tivemos de levantar da cadeira para sermos atendidos. Os próprios funcionários tiram as cópias dos documentos, as fotos são feitas na hora no mesmo lugar. E a maioria dos atendentes, a julgar pelos nomes eslavos, olhos puxados, cor de azeitona ou lenço na cabeça, não nasceu no Canadá, mas importou do seu país ou adotou no local a mesma eficiência e cordialidade. Foi no final desse primeiro dia que começamos a sentir afinidade com tudo que nos espera por aqui.
Voltando ao estúdio, exaustos mas contentes, tivemos a satisfação de riscar todos os itens da lista de duas páginas que trouxemos do Brasil. Logo em seguida, já inauguramos a nova lista, de providências pós-imigração, a começar pela procura de trabalho. Só espero que não obriguem estes imigrantes ultra-precavidos a também trabalhar por cinco!"
Dessa vez é uma cartinha anunciando que o nossso dossiê já foi analisado e que deveremos nos preparar para a entrevista, que Deus sabe lá quando será.
Isso nos traz alívio, porque já faz um tempo que enviamos os nossos documentos e nenhuma noticia veio, sem falar que a greve dos correios também atrapalhou.
Continuamos a passos firmes, nada mudou, a não ser mais tranquilidade com relação a extraviamento de documentos ou mesmo uma reprovação do dossiê.
Mais novidades compartilharemos no Diário.
Possíveis cortes no processo de imigração.Postado em 03 novembro 2011.Autor : Rodrigo Araújo
A pior parte para quem aplica ao processo imigração é a longa espera. Independente do país que se aplica, acompanhar o andamento do mesmo é uma grande agonia para grande parte dos candidatos a imigrantes. Cada país que é aberto e possui políticas imigratórias tem sua própria regra.
Ninguém aplica para imigração do dia pra noite e juntar toda papelada requer muita disciplina, força de vontade e principalmente tempo. Além dos documentos, há de se tirar nada-consta dos países que você morou, provar educação, cartas do banco, do emprego e referencias, além de outros documentos importantes como certidão de nascimento e casamento, diplomas e credenciais da área profissional. Tudo isso pode demorar meses, sem dizer no preenchimento do formulário que é enorme.
De uns anos pra cá o Canadá virou destino para inúmeras pessoas vindas de todas as partes do globo. O país do extremo norte recebe uma média de 400 mil novos imigrantes anualmente e os brasileiros fazem parte desta leva. O grande interesse das famílias é variado: economia estável, boa educação e oportunidades de trabalho são algumas. Há de se destacar que todos buscam uma alta qualidade de vida. Muitos chegam com as malas cheias de esperança por uma vida melhor.
Infelizmente as últimas notícias não são muito boas para aqueles que estão esperando aplicar para o processo de imigração do Canadá ou até para aqueles que estão na espera de uma resposta. Apesar de contar com um bom sistema de imigração, o governo Canadense divulgou recentemente que há mais de um milhão de aplicações para serem analisadas. Isto poderá significar uma grande diminuição no aceitamento de novos processos pelas embaixadas mundo afora ou mesmo uma longa espera para os que aplicaram.Para se ter uma idéia da complexidade do que o Ministro da Imigração, Jason Kenney, considerou como “grande problema”, o Canadá não aceitará novas aplicações na categoria de investimento até o próximo verão.
Entretanto, há de se destacar que os processos de profissionais com oferta de emprego são analisados e aprovados em meses, assim como os profissionais em alta demanda.
Quem mais sofreu com as mudanças feitas em 2008 foram pessoas da categoria “reunião familiar”, que agora podem ter que esperar até oito anos para receberem a resposta, seja aprovado ou rejeitado.
O grande desafio do Ministério da Imigração é tentar conter que a lista de espera aumente ainda mais. Don Davies, do partido democrata NDP (New Democratic Party), aponta que, se o governo federal não garantir a continuidade do aumento imigratório, há duas soluções: melhorar os recursos do governo em relação às aplicações ou limitar de vez o volume das mesmas.
Davies deixa claro que o governo não vai optar por melhorar seus próprios recursos e sim fechar a porta para milhares de famílias que estão na fila e a espera de embarcar para o Canadá. “Acho que o governo vai limitar de vez o número de aplicações…” fala Davies. E completa: “… pela primeira vez na história”.
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Meet Me at the Bar - Jamie Beck & Kevin Burg |
Fonte: G1.globo.com
‘Irene’ deixa 200 mil famílias sem energia elétrica no Canadá.
Governo do Québec advertiu a população a não menosprezar a tormenta. Irene leva muita chuva à região e ventos de 65 km/h.
Cerca de 200 mil famílias da província canadense do Québec ficaram sem eletricidade na noite de domingo (28) em consequência da chegada da tempestade tropical “Irene”.
A maioria das famílias afetadas estão ao sul da cidade de Montreal, a principal cidade do Québec, segundo informou a companhia de energia elétrica Hydro-Québec.
Irene, que provocou danos e ao menos 18 mortes nos Estados Unidos, perdeu sua categoria de furacão neste domingo. Mesmo assim, o governo do Québec advertiu a população para não menosprezar a tempestade que tem ventos de até 65 km/h em Montreal e intensas chuvas na região.
O Centro de Furacões do Canadá advertiu que está previsto que Irene deixe 100 milímetros de chuva na sua passagem pelo Québec, o que pode provocar inundações, e que o olho da tormenta a velocidade do vento chegará a 95 km/h.
O ministro da Segurança Pública do Québec, Robert Dutil, disse que é importante o povo não menosprezar Irene. “Não é uma pequena tempestade, é uma tempestade enorme”, afirmou.
O Instituto Meteorológico do Canadá prevê que Irene siga nas próximas horas rumo ao nordeste do país, seguindo a rota do Rio São Lourenço, e que seus efeitos sejam notados nas províncias de Nova Brunswick e Nova Escócia.
1.800 podem perder a cidadania canadense
"E já começo com boas novas, né?!Segundo o CBC News, o governo federal deu início no dia 20 deste mês a uma operação de caça aos que deram o "golpe da cidadania".
Como assim? Para os imigrantes darem entrada no processo de cidadania canadense, é necessário morar ao menos um tempo equivalente a três anos no país. Acontece que vários imigrantes partem para outros países - e mesmo retornam para a terra natal -, mas conseguem com a ajuda de conselheiros em imigração "comprovar" que passaram os três anos no Canadá e, assim, tornarem-se novos cidadãos.
A decisão de revogar o estatuto de cidadania de tantas pessoas ao mesmo tempo é inédita desde o Ato de Cidadania, de 1947 e é resultado de uma longa investigação feita pela polícia e o departamento de Cidadania e Imigração em todo o país. Cada pessoa desse grupo receberá em casa uma carta com a notificação, podendo ser recorrida na Corte Federal, o que seria um processo longo. Caso perca seus direitos, ela terá o passaporte canadense e a cidadania revogados. Não ficou claro, no entanto, se essas pessoas serão expulsas do país ou se podem entrar com um novo pedido de residência.
A grande inquietação é que tantos processos podem custar uma fortuna ao Departamento de Cidadania e Imigração e podem resultar numa redução significativa do orçamento para programas destinados ao acolhimento e à adaptação dos novos imigrantes."
Enviado por Vanessa Alencar
28.7.2011 |1h33m
Número de estrangeiros trabalhando no Brasilsobe quase 20% em 2011
No primeiro semestre de 2011, 26 mil estrangeiros receberam autorização para trabalhar no país.Vieram atuar em áreas onde faltam brasileiros qualificados, como na indústria de petróleo e gás, que, sozinha, atraiu 8 mil.Veja a reportagem do Jornal Nacional:
No primeiro semestre de 2011, o número de estrangeiros que vieram trabalhar no Brasil cresceu quase 20% em relação ao mesmo período de 2010. É um movimento surpreendente dentro da economia brasileira.
Foi uma fila de estrangeiros que levou a maior empresa mundial de recrutamento online a se instalar em SãoPaulo. Um ano atrás o escritório nem existia.
“Temos cadastradas 350 mil pessoas diferentes que têm interesse de vir a trabalhar no Brasil. Elas não estão encontrando oportunidade em seus países ou têm interesse de ir a outro mercado que está aquecido e crescendo, como o Brasil, para poder encontrar emprego com suas qualificações”, explica o diretor de vendas Diego Sanson.
O próprio diretor, que é americano, deixou a crise dos Estados Unidos para trás. Trouxe a família e diz que veio para ficar. “Vou poder crescer como um profissional e também ser parte de algo maior, que é o crescimento do Brasil”, diz.
No primeiro semestre de 2011, 26 mil estrangeiros receberam autorização para trabalhar no país – 19% a mais do que no primeiro semestre de 2010. Esses são apenas os que entraram legalmente.
Vieram atuar em áreas onde faltam brasileiros qualificados, como na indústria de petróleo e gás, que, sozinha, atraiu oito mil estrangeiros nos primeiros seis meses de 2011.
Uma plataforma de petróleo que fica a 85 quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro pertence a uma empresa norueguesa que veio ao Brasil para se juntar ao esforço que deverá tornar o país um grande exportador de petróleo. Além do capital e da experiência, a empresa trouxe também engenheiros experimentados para dar início à produção.
O gerente de plataforma Kjell Brustad é um deles. O norueguês trabalhou 15 anos em estruturas petrolíferas do mar do Norte. Hoje, é o gerente de uma plataforma e está no país para formar brasileiros.
“Eu encontrei gente bem preparada aqui, mas nem sempre com a experiência para operar plataformas oceânicas. Eu posso compartilhar a minha experiência com pessoas jovens e inteligentes”, garante Brustad.Kjell volta para a Noruega no fim do ano e já treina o sucessor: o engenheiro mecânico carioca Leandro Coelho. “Da mesma forma que brasileiros vão trabalhar lá fora, a gente precisa de estrangeiros trabalhando aqui no país”, opina.
É um tipo de transferência de conhecimento essencial para o desenvolvimento do país. No primeiro semestre, mais de dois mil técnicos chegaram em contratos de cooperação. A maior presença econômica do Brasil no mundo também se refletiu em um campo em que éramos quase irrelevantes: o do intercâmbio de universitários e recém-formados.
Só em uma das organizações que fazem a ligação entre empresas e universidades, o número de intercâmbios multiplicou por oito nos últimos cinco anos. A diretora da organização e gerente de intercâmbio Larissa Armani explica o fenômeno: a possibilidade de trabalhar em um país emergente e forte e em uma sociedade rica e aberta.
“As coisas caminham juntas. As pessoas vêm, trabalham e acabam se divertindo. É uma cultura muito atrativa”, reforça.
Mas para um estrangeiro nem sempre é fácil se adaptar ao nosso ambiente de trabalho. Mariana é professora de costumes brasileiros para estrangeiros. Um dos alunos, Jeff Jacob, americano de origem indiana, explica qual é a maior dificuldade que ele enfrenta no banco em que veio trabalhar.
“Em um lugar como Nova York, há uma clara divisão entre o que é a sua vida pessoal e a sua vida profissional. Aqui não tem esse tipo de divisão. Quanto mais rápido você se adaptar a isso, melhor será para sua vida profissional”, esclarece Jeff.
A médica italiana Laura Mannarini, talvez por ter origem latina como nós, não encontrou dificuldade para se relacionar com os colegas do hospital onde faz pesquisas. Ela se inclui entre os estrangeiros que chegam para trabalhar por período limitado, mas que gostariam de ficar mais tempo por aqui.“São os brasileiros que fazem esse país realmente único e inesquecível. Eu voltar, infelizmente, com o coração quebrado”, conclui a médica.Fonte: Jornal Nacional
O Festival da Canção Francesa 2011, realizado pela segunda vez consecutiva em Pernambuco, faz uma homenagem ao músico, cantor e compositor francês Serge Gainsbourg, que terá suas obras revisitadas pelos candidatos.Depois da apresentação dos finalistas, haverá show com o músico francês Franck Rivet.
A estapa regional do concurso acontece em Recife neste mês de agosto, onde participam 12 cantores de estados do Norte e Nordeste, dentre eles, seis pernambucanos. A etapa nacional será realizada em novembro, no Rio de Janeiro.
Início: 25 de Agosto de 2011
Horário: 20:00h as 23:00h
Local: Teatro Barreto Júnior
Endereço: Rua Estudante Jeremias Bastos, s/nº – Pina, Recife, PE, Brasil
Entrada franca!
Só para avisar que saiu um novo formulário de DCS.
Nós enviamos os nossos documentos em junho e recebemos uma carta do BIQ nos pedindo que nós preenchamos o novo Demande de Certificat de Selection 2011.Na verdade, nós nem sabemos quando este novo formulário foi lançado mas só vi agora, não percebi este novo em junho.Enfim, é bom ficar alerta às mudanças do BIQ e dos formulários.
Ah, e as diferenças no novo formulário são bem pequenas, alguns detalhes a mais nos dados pessoais, de experiencia profissional e idioma, mas poucas mudanças.
O que é Educação Infantil?
É a educação oferecida na fase pré-escolar, ou seja, antes da criança começar o Ensino Fundamental, que aqui no Québec/Canadá é chamado de Elementary School ou École Primaire. A Educação Infantil, tanto no Brasil quanto no Canadá, é oferecida para crianças entre 0 e 5 anos.
Além dos cuidados prestados às crianças, a educação infantil tem por finalidade estimular o desenvolvimento intelectual, físico e emocional delas.
Quais as responsabilidades da Educadora Infantil?
Quem trabalha com Educação Infantil tem enormes responsabilidades nas mãos. As principais são:
* Manter as crianças em segurança;
* Organizar atividades que favoreçam o seu aprendizado;
* Supervisar as refeições e as práticas de higiene;
* Motivar as crianças;
* Observar as crianças (para acompanhar o seu desenvolvimento e saber com avançar em cada quesito).
Além dessas, as educadoras tem outras responsabilidades para com os pais e a diretora da escola.
A Educação Infantil no Québec:
Aqui existem Centros de Educação Infantil (Early Childhood Education Centres ou Centre de La Petite Enfance - CPE), públicos e privados, e as “Home Daycare”: um adulto que toma conta de até 6 crianças na casa dele (ou 2 adultos para 9 crianças).
As home daycares, assim como os Centros, precisam de autorização do governo para funcionar, porém, ao contrário dos Centros, as home daycares não tem obrigação de contar com profissionais qualificados. Por essa razão, muitas vezes elas não fazem mais do que babysitting (“tomar conta das crianças”).
Quanto aos Centros de educação infantil aqui no Québec, existe o “Centre de La Petite Enfance (C.P.E)”, que é público, não visa o lucro; e os Centros privado$.
O fato do C.P.E ser público, não quer dizer que ele seja do governo e nem que os pais não paguem para colocar o filho lá. Ele é na verdade público porque é democrático, porque é ‘administrado’ por 7 pais voluntários, os quais são eleitos e não nada ganham para isso. Esses pais (board of directors) se reúnem mensalmente. Eles são responsáveis pela contratação do diretor da escola, que, por sua vez, é o responsável pelas demais contratações do Centro.
Como os pais estão muito envolvidos, o qualidade do C.P.E, normalmente, é alta, pois os pais buscam sempre o melhor para seus filhos. (Obs: é o grupo de 7 pais que inicia um CPE e não o governo)
Normalmente, o preço de uma diária num centro varia entre 25 e 40 dólares por dia. Como o C.P.E é subsidiado pelo governo (o governo paga, mas não administra), os pais arcam com apenas $7,00 dólares por dia (o governo manda a diferença para a escola, a qual deve prestar muitas contas).
Os Centros privados, assim como as home daycares, também podem ser abertos por qualquer pessoa, mas precisam contar com profissionais qualificados (2 a cada 3). Alguns desses centros são bons, muitos não. Alguns também são subsidiados pelo governo, pois há uma grande demanda dos pais por esse auxílio.
O que fazer para trabalhar na Educação Infantil?
Essa é uma profissão em alta demanda e, por isso, o governo subsidia muitos dos cursos. Só fica sem trabalho na área, quem não quer mais trabalhar nela.
Há vários caminhos, o mais comum é fazer o curso técnico de 3 anos (DEC), para aqueles que só tem o ensino médio – high school, ou o de 2 anos (DEC), para os que já tem formação anterior. Com isso você sairá de lá como qualificada. Esse curso é oferecido nos CEGEPs.
Outra opção, para quem tem pressa de começar a trabalhar, é fazer o curso de 1 ano, que é um “attestation” (AEC), também oferecido pelos Cegeps. Ele envolve os principais conteúdos do DEC, mas de uma maneira mais intensiva. Caso escolha esta opção, a educadora precisará trabalhar por 3 anos na área para ser considerada qualificada. [Há outros caminhos para isso, como ter certos diplomas, como de um curso que parte dele seja psicologia, por exemplo. Isso diminuirá o tempo para ser considerada qualificada. Saiba mais aqui: http://www.mfa.gouv.qc.ca/fr/publication/Documents/SF_regle_adm_titulaires_permis.pdf ]
Algumas pessoas fazem o curso superior (universitário) na área, mas não é o mais comum, pois essas, normalmente, seguem com a vida acadêmica. Outras pessoas entram nos Centros sem qualquer formação. Normalmente, elas ganham o salário mínimo e trabalham como ajudantes das educadoras. Essas nunca serão consideradas qualificadas, independente do número de anos de experiência.
Quanto se ganha nessa área?
Entre 13 e 21 dólares a hora, dependendo da formação. Ajudantes de educadoras, normalmente, recebem 10 dólares por hora.
O que eu estou fazendo:
Há duas semanas eu comecei o meu AEC em Early Childhood Education (Educação Infantil) e estou gostando muito. Não sei se é o Cegep onde estou, mas a qualidade do curso é superior aos universitários que fiz no Brasil. Resolvi fazer o AEC, pois quero começar a trabalhar o mais rápido possível (acabei de terminar uma faculdade no Brasil e não tenho paciência para um curso longo). Esse Será um ano bastante intensivo. O curso tem 1200 horas, sendo 375 de estágio.
Veja o que aprende um estudante de Educação Infantil (AEC):
* Introdução à profissão
* Segurança no cuidado de crianças & primeiros socorros (com certificado da Cruz Vermelha)
* Observação sistemática de crianças
* Desenvolvimento Infantil e Juvenil
* Produção de relatórios e documentos na Educ. Inf.
* Habilidades comunicativas para educadores
* Saúde da Criança
* Desenvolvimento de relações significativas com as crianças
* Desenvolvimento da autonomia nas crianças
* Criatividade no local de trabalho
* Atividades educativas
* Guidance Interventions (não sei traduzir – algo como “como agir em determinadas situações”)
A cada dia que termina, eu saio do Cegep mais e mais apaixonada pela Educação Infantil, e posso garantir a qualquer um que não é porque estão pintando um mundo cor de rosa para mim. Sei bem das dificuldades que um educador enfrenta (eles falam a toda hora! Além disso, já trabalhei com crianças), mas, por incrível que pareça, sinto ainda mais vontade de começar logo esse trabalho. É um desafio e tanto! Uma oportunidade maravilhosa de me superar e desenvolver inúmeras habilidades.
Não vejo a hora de começar a trabalhar e encarar os desafios próprios dessa profissão. Também não vejo a hora de abraçar aqueles pequeninos, dar risadas com eles, brincar com eles, cuidar deles, ensiná-los! Tem como se sentir mais útil? =)
Eu sei que enfrentarei dificuldades, pois a carga de responsabilidade é enorme, mas a minha disposição para essa área é grande. Por enquanto, vou me preparando com alegria, pois estou amando este curso.