Vista panorâmica da cidade de Québec
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Brasil ainda vale a pena?


Imigrar todo mundo sabe que não é fácil e nem barato.

Deixar a família, os amigos, o conforto da sua casa, seu emprego, vender tudo e resumir toda a sua vida em quatro malas é algo realmente desafiador, mas lendo tantos blogs e diários alheios percebo que mesmo diante de muitas dificuldades financeiras,emocionais e psicológicas, mesmo com a economia crescendo e com mais oportunidade de emprego, retornar ao Brasil ainda não é a opção da maioria.


Seja no inverno atolado na neve ou a quilometros de saudade da família, a esperança perdura nestes imigrantes brasileiros, e por que será?

Será que voltar ao Brasil ainda vale a pena?

Eu ainda não cheguei no Canadá, tampouco passei pelas dificuldades que tantos outros passaram, mas falo do que não suporto mais neste país.

Noticiários de corrupção, assaltos cada vez mais audaciosos, burocracia que mata, centenas que morrem todo ano e carros que boiam nas cidades devido a chuva, fraudes, leis que só servem pra pobre, impunidade, professores desvalorizados e educação surreal, flanelinha, trânsito infernal, buracos nas ruas (tenho todos mapeados), plano de saúde caro, programas de tv e novelas (especialmente as globais), abuso de autoridade, jovens alienados politicamente, a música "aí se eu te pego", impostos altos sem retorno do governo, insegurança em cada esquina, banco e qualquer outro estabelecimento comercial (restaurantes, por exemplo), falsos anuncios de promoção que funcionam como "pega o besta", transporte público decadente, falta de educação, respeito e cidadania de muita gente (...)

Seguem dois relatos de pessoas que podem responder a esta pergunta.

"A mente prega peças

Imigrar não e fácil, todo mundo sabe, mas por outro lado se iludir e bem facinho. Recentemente nos passamos por um momento muito ruim por conta de uma ilusão. Mais precisamente um problema pessoal. Eu explico.

Eu, Gilberto, sempre fui muito critico em relação a tudo. Critico em relação as pessoas, ao Brasil, ao trabalho e também critico de mim mesmo. Por insatisfação minha com o Brasil nos acabamos imigrando, primeiro para a Austrália e depois para o Canadá.

Também por insatisfação eu tenho “pulado” de empresa para empresa. Na minha cabeça era tudo culpa do Brasil, da empresa, do gerente, do cliente, etc. Agora, depois de ter trabalhado 10 anos com engenharia civil (no Brasil, na Austrália e no Canadá) eu sou obrigado a reconhecer que o problema e na verdade MEU.

Se fosse só isso estaria tudo bem, porem eu coloquei na minha cabeça que eu não conseguiria ser feliz profissionalmente no Canadá e que teria que voltar para o Brasil para resolver esse problema. Mas desta vez seria diferente, seria para o Sul do Brasil, para uma cidade com qualidade de vida, como Curitiba, e tudo se resolveria..."
  
Leia mais...aqui. 

Por que é tão difícil ter vontade de voltar a viver no Brasil?

Depois de duas semanas lendo sobre o porquê dos meus companheiros do Brasil com Z  não quererem mais voltar a viver no Brasil, decidi escrever meu texto. Em 2009 já havíamos feito uma ronda sobre “voltar ou não voltar” entre os colaboradores deste blog coletivo de expatriad@s que vivem nos mais diversos cantos do mundo… os tempos eram outros, o pessoal também, mas quem quiser conferir pode clicar aqui. Inclusive eu dei minha opinião sobre a volta e decidir escrever de novo não porque tenha mudado de ideia, mas sim porque ampliei um pouco meu pensamento.

Não vou enumerar aqui a quantidade de problemas, principalmente sociais, ambientais e econômicos que existem no Brasil, uma porque depois dessa série de posts não vale a pena repetir, outra, porque todo mundo está careca de saber que no nosso país falta segurança, falta educação e saúde pública, falta tolerância, falta tanta coisa e sobra outras mais, como desigualdades, exclusões, injustiças...

Leia mais...aqui.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Número de estrangeiros no Brasil sobe 20% em 2011

Número de estrangeiros trabalhando no Brasil
sobe quase 20% em 2011

No primeiro semestre de 2011, 26 mil estrangeiros receberam autorização para trabalhar no país.
Vieram atuar em áreas onde faltam brasileiros qualificados, como na indústria de petróleo e gás, que, sozinha, atraiu 8 mil.
 
Veja a reportagem do Jornal Nacional:



No primeiro semestre de 2011, o número de estrangeiros que vieram trabalhar no Brasil cresceu quase 20% em relação ao mesmo período de 2010. É um movimento surpreendente dentro da economia brasileira.

Foi uma fila de estrangeiros que levou a maior empresa mundial de recrutamento online a se instalar em São 
Paulo. Um ano atrás o escritório nem existia.

“Temos cadastradas 350 mil pessoas diferentes que têm interesse de vir a trabalhar no Brasil. Elas não estão encontrando oportunidade em seus países ou têm interesse de ir a outro mercado que está aquecido e crescendo, como o Brasil, para poder encontrar emprego com suas qualificações”, explica o diretor de vendas Diego Sanson.

O próprio diretor, que é americano, deixou a crise dos Estados Unidos para trás. Trouxe a família e diz que veio para ficar. “Vou poder crescer como um profissional e também ser parte de algo maior, que é o crescimento do Brasil”, diz.

No primeiro semestre de 2011, 26 mil estrangeiros receberam autorização para trabalhar no país – 19% a mais do que no primeiro semestre de 2010. Esses são apenas os que entraram legalmente.

Vieram atuar em áreas onde faltam brasileiros qualificados, como na indústria de petróleo e gás, que, sozinha, atraiu oito mil estrangeiros nos primeiros seis meses de 2011.

Uma plataforma de petróleo que fica a 85 quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro pertence a uma empresa norueguesa que veio ao Brasil para se juntar ao esforço que deverá tornar o país um grande exportador de petróleo. Além do capital e da experiência, a empresa trouxe também engenheiros experimentados para dar início à produção.

O gerente de plataforma Kjell Brustad é um deles. O norueguês trabalhou 15 anos em estruturas petrolíferas do mar do Norte. Hoje, é o gerente de uma plataforma e está no país para formar brasileiros.

“Eu encontrei gente bem preparada aqui, mas nem sempre com a experiência para operar plataformas oceânicas. Eu posso compartilhar a minha experiência com pessoas jovens e inteligentes”, garante Brustad.
Kjell volta para a Noruega no fim do ano e já treina o sucessor: o engenheiro mecânico carioca Leandro Coelho. “Da mesma forma que brasileiros vão trabalhar lá fora, a gente precisa de estrangeiros trabalhando aqui no país”, opina.

É um tipo de transferência de conhecimento essencial para o desenvolvimento do país. No primeiro semestre, mais de dois mil técnicos chegaram em contratos de cooperação. A maior presença econômica do Brasil no mundo também se refletiu em um campo em que éramos quase irrelevantes: o do intercâmbio de universitários e recém-formados.

Só em uma das organizações que fazem a ligação entre empresas e universidades, o número de intercâmbios multiplicou por oito nos últimos cinco anos. A diretora da organização e gerente de intercâmbio Larissa Armani explica o fenômeno: a possibilidade de trabalhar em um país emergente e forte e em uma sociedade rica e aberta.

“As coisas caminham juntas. As pessoas vêm, trabalham e acabam se divertindo. É uma cultura muito atrativa”, reforça.

Mas para um estrangeiro nem sempre é fácil se adaptar ao nosso ambiente de trabalho. Mariana é professora de costumes brasileiros para estrangeiros. Um dos alunos, Jeff Jacob, americano de origem indiana, explica qual é a maior dificuldade que ele enfrenta no banco em que veio trabalhar.

“Em um lugar como Nova York, há uma clara divisão entre o que é a sua vida pessoal e a sua vida profissional. Aqui não tem esse tipo de divisão. Quanto mais rápido você se adaptar a isso, melhor será para sua vida profissional”, esclarece Jeff.

A médica italiana Laura Mannarini, talvez por ter origem latina como nós, não encontrou dificuldade para se relacionar com os colegas do hospital onde faz pesquisas. Ela se inclui entre os estrangeiros que chegam para trabalhar por período limitado, mas que gostariam de ficar mais tempo por aqui.
 
“São os brasileiros que fazem esse país realmente único e inesquecível. Eu voltar, infelizmente, com o coração quebrado”, conclui a médica.
 

domingo, 16 de janeiro de 2011

"Aqui é Brasil 3"

Intitulei todos os posts de indiginação com o meu país de "Aqui é Brasil".
Estou tão indignada e triste com a violência em nosso país, que me desculpem  o desabafo.

O meu pai é corretor de imóveis e ontem estava de plantão quando entraram dois assaltantes no seu escritório e renderam a todos.
Eles mandaram todos deitarem com a cabeça virada pro chão e foram chamando um por um para revistar. 

O meu pai foi revistado e também agredido com o cano da arma. Pegaram seu dinheiro, carteira com documentos e cartões,  levaram também três notebooks recém comprados no valor de mais de dois mil reais além de uma CPU que cismaram possuir imagens gravadas deles.

 Depois trancaram o meu pai, seus colegas de trabalho numa sala e foram embora com alguém que já os esperava embaixo do prédio.

Meu pai tem 58 anos e pressão alta. O coitadinho disse que pensou que morreria com uma bala na  cabeça ou do coração, pois o tempo todo eles ameaçavam e agrediam, enquanto meu pai orava.

Agradeço a Deus por ter livrado a todos de algo bem pior e por ter o meu pai com vida, por outro lado estou tão indignada com essa violência que só aumenta. Ela está cada vez mais perto de nós e das pessoas que amamos. Há uns dois meses atrás, três homens invadiram a casa da minha cunhada apontaram uma arma na cabeça do seu marido e simplesmente comeram, beberam e roubaram todas as roupas, além de objetos eletronicos.

Fico pensando que um dia vamos para o Canadá e deixaremos por aqui a nossa família, pessoas que tanto amamos. Ah...se pudéssemos levar todos conosco (...)

Quando isso irá acabar??? Quando???


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

"Aqui é Brasil 2"

Estamos indiginados com a banalidade e a falta de impunidade em nosso País.

Hoje chegou o extrato mensal do nosso cartão Hipercard e aí um grande susto.
Total a pagar R$ 9.017,73!!!!!

Gente, nós só tínhamos feito uma compra de 145Reais!?!?! Mas como assim!?!?!?!?!

Ligamos para a central de atendimento, que desligava o telefone cada vez que falávamos a palavra fraude (3x desligaram) até que ligamos do celular (30 minutos), para a atendente dizer que o nosso cartão havia sido clonado e que haviam feito três saques ou pagamentos (ainda não sabemos como foi) de mais de 2.000Reais.

Nos recusamos a pagar, reclamamos e sabe o que a mulher disse: "Não se preocupe senhor, estaremos resolvendo este assunto para o senhor, de fato isto já é comum no nosso meio".

JÁ É COMUM??!!??!!

Pois é, cancelamos o cartão, pagamos apenas os R$145 e esperamos firmemente que resolvam o nosso problema. "Aqui é Brasil".

Linda Québec! E o Hotel Château Frontenac