Olá Diário,
Finalmente estamos em terras canadenses e escreverei o meu primeiro post relatando como foi a nossa viagem e chegada em Montreal.

Para aqueles que acompanham o nosso Diário, tá ligado que o nosso melhor amigo é Murphy, Rsrsrsrs.
Rapaz, a nossa viagem foi complicada do início até o fim, as vezes me pergunto porque tudo pra nós tem que ser mais difícil, enfim...
A correria começa quando na noite anterior à viagem, estávamos fechando a última mala e faltou energia em todo o bairro, Oi?!
Exatamente, justo no momento mais tenso e quando mais precisávamos. Eu sabia que a energia demoraria para voltar, já era mais de meia noite e "desmaiei" de sono com a roupa do couro por cima de mala e tudo de troço em cima da cama.
Pela manhã bem cedo, acordei num pulo e corremos para arrumar a última mala, quando percebemos que muita coisa ficou de fora, resolvemos que levaríamos mais uma mala e pagaríamos excesso de bagagem, pois só assim ficaríamos mais tranquilos.
Terminamos de arrumar tudo as 11h30 da manhã e já prontos para sair, meu maridinho procurou por sua carteira que nela estava o seu cartão de crédito internacional, o qual seria usado logo na nossa chegada para pagar o aluguel.
Todos já estavam no aeroporto enquanto meu pai, meu marido e eu procurávamos desesperadamente a bendita carteira. Tiramos toooodas as malas que já estavam milimetricamente organizadas dentro do carro, abrimos todas elas e as arrumamos de novo. Todos oravam pedindo a Deus que a carteira aparecesse e finalmente após uma hora de busca a encontramos num lugar inusitado e impossível de imaginar, na mochila do meu marido em meio a muitos "cacarecos". Agora faltávamos meia hora para fazermos o check-in e entrarmos na sala de embarque.
Chegamos ao aeroporto do Recife, corremos para o check-in, pagamos 345 reais por uma mala de 28 kg, nos despedimos dos familiares e amigos e corremos para a sala de embarque. Fomos literalmente os últimos a entrar na aeronave, enquanto todos sentados olhavam desconfiados um casal com tanta bagagem e euforia. Resultado; sentamos longe um do outro e já não tinha espaço nos bagageiros para nossas bagagens de mão, incluindo um violão, até que dois comissários resolveram nos ajudar e o violão foi lá na frente próximo ao piloto mesmo, rsrsrsrss.
Chegando em São Paulo, corremos, eu disse CORREMOS para o oooooutro lado do aeroporto de Guarulhos, terminal 3, para fazermos check-in na Air Canadá.
Depois de muita correria e confusão de placas e informações desencontradas, achamos o stand da Air Canadá e descobrimos que naquele exato momento acontecia o embarque para Toronto. A moça na bancada simplesmente disse: Corraaaaaam! Olhei para o meu marido e gritei: "Corre negadaaaa". Rapaz, o portão de embarque era no fim do mundo, parecia que não chegaríamos nunca e mais uma vez fomos uns dos últimos a embarcar.
E quando tudo parecia tranquilo, já sentados na poltrona....chegou um casal com um bilhete nas mãos dizendo que aqueles lugares onde estávamos eram deles. Como assim?!?!?! De fato, os lugares que havíamos comprado não eram os mesmos e só percebemos ao entrarmos no avião. O que aconteceu foi que trocaram a aeronave e nossos lugares sofreram alterações, até ai tudo bem, se nossos lugares não estivessem bem no meio, ou seja, ficamos centralizados nas três cadeiras no meio da aeronave, o que é terrível pra mim, pois tenho escoliose e para dormir preciso me "escorar" na janela.
Tá, dei um piti com meu marido, tadinho, e senti vontade de chorar, torcendo para que aquele dia terminasse logo, no entanto, percebi que haviam dois lugares justamente ao lado da janela e ao ver que todos já haviam embarcado, demos uma voadora para as cadeiras vagas e viajamos numa boa.
No voo rolou um pouco de turbulência, comida razoável, mas o que me incomodou mesmo foi que mesmo desmaiando de sono não conseguia dormir, aaaah inveja de quem dorme em avião.
Ao chegar em Toronto a correria não acabou. Mais uma vez corremos literalmente pelo aeroporto até chegarmos na aduana e ai começa a melhor parte. Nos deparamos com uma agente e perguntamos em francês em que fila deveríamos entrar e ela simplesmente não entendeu e nos perguntou se falávamos inglês. What?! Achei aquilo tosco mas tudo bem. Perguntamos em inglês, e entramos na fila, e que fila meu amigo! Fomos recebido por um carinha que olhou nossos passaportes nos perguntou algumas coisas que não lembro mais e nos encaminhou à sala de imigração.
Entramos na sala, pegamos mais uma fila e nos direcionamos a um guichê. O agente olhou nossos passaportes, Certificado de Residente Permanente, CSQ e nos perguntou se já tínhamos um endereço no Canadá, dissemos que sim e ele pediu um comprovante, e meu maridinho esqueceu de imprimir o bendito contrato de aluguel. Oh, Deus! O cara simplesmente sismou conosco e chamou uma tradutora, que por sua vez veio do quinto do inferno, Ohhhh mulher antipática, falava entre os dentes, e revirava os olhos ao falar, deu pra imaginar?
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A própria bruxa do 71 |
O danado é que nós entendíamos tudo o que o agente falava, mas não teve jeito, tínhamos que esperar a doida lá traduzir pra podermos responder, detalhe; tínhamos que responder olhando para ele, enquanto ela traduzia, pois em um momento respondemos olhando pra ela e levamos um fora, houve até uma vez que o agente perguntou algo para o meu marido e eu instintivamente respondi junto com ele, e levei um outro fora da doida, que tocou em meu braço rispidamente e falou: "Não responda, pois a vez é dele responder!" Aff, minha senhora.
Pra piorar, o agente perguntou quanto tínhamos em dinheiro e ao falar meu maridinho já cansado, confuso e doido pra sair dali respondeu numa quantia em reais, kkkkkkkkkkkkk.
Rapaz isso deu uma confusão, pois não conseguimos ainda transferir nosso dinheiro para o banco no Canadá, e só tínhamos 1.600 dólares em espécie e meu marido imprimiu um extrato da conta bancária no Brasil, mas lá o valor estava em reais e a doida perguntava em dólares, enquanto meu marido perguntava se o agente teria uma calculadora e sabia quanto tava o câmbio do dia, kkkkkkkkkkkkkkk.
Gente, só consigo rir de tudo isso agora, porque na hora bateu desespero, ninguém entendia ninguém e a tradutora só fazia piorar a situação, vale salientar que só possuíamos uma hora e meia para embarcarmos no voo para Montreal tá.
Depois de muita confusão de idiomas e cálculos, demos um valor aproximado e partimos para sala de embarque.
Fica a dica:
1. Se você já possui um contrato de aluguel, leve o endereço e code postal, pois será para este endereço que será enviado o RP;
2. Tenha certeza do valor que você está trazendo em dólar e com comprovante e extrato, pois ele irá pedir, lembrando dos valores mínimos por pessoa.
Mas você acha que Murphy nos deixou? Ao chegarmos na sala de embarque descobrimos que perdemos o voo. Ahahahaha! Quero sentar e chorar por favor!
Entramos em mais uma fila, despachamos as malas e embarcamos após uma hora, e mais uma vez fomos os últimos a entrar e sentamos longe um do outro. Ah, estávamos com um casal de amigos que viajavam conosco desde São paulo e que também perdeu o mesmo voo.
O triste da história deles é que por estarmos atrasados, eles despacharam suas malas por último e infelizmente duas de suas malas foram extraviadas, e até o momento não as encontraram (assunto para um próximo post).
Ao chegarmos no aeroporto de Montreal ligamos para o nosso amigo que nos pegaria no aeroporto e ao sairmos levamos um choque, sim, um choque de temperatura, nossas modestas roupas de frio brasileiras não davam conta de um tempinho de nada na rua, enquanto colocávamos nossas malas no carro, neste dia estava com temperatura -11° e ventava muito.
Nosso amigo nos deixou no Studio e tudo o que sentimos foi vontade de deitar na cama e dormir já sem forças, exaustos e super estressados e são nestes momentos de limite extremo, que Deus nos envia amigos que são verdadeiros anjos.
Nos enviou um amigo para nos buscar no aeroporto com seu carro quentinho e uma pronta ajuda com as malas e telefonemas, e logo depois nos enviou uma amiga com abraços tão calorosos que nos aqueceu naquela manha fria. Além de abraços e muitos conselhos, ela havia comprado uma pequena feirinha com pães, queijo, presunto, suco, e ainda deixou conosco um carrinho de compras que muito tem nos ajudado, sem falar de todo o amor e atenção que tem nos dado. Sorte nossa termos amigos mais chegados que irmão, obrigada Luciana Siqueira e Grimaldo.
No próximo post contarei os nossos primeiros passos na terrinha gelada e nossas primeiras impressões.
Até lá Diário.