Vista panorâmica da cidade de Québec

segunda-feira, 12 de março de 2012

Brasileiros ocupam empregos disputados no Canadá e na Austrália

A reportagem abaixo, fala em linhas gerais do processo de imigração para trabalhadores qualificados no Canadá e Austrália, mas, lendo observei tantas contradições que me fizeram rir muito, como por exemplo as facilidades anunciadas pela imigração do Quebec, sem falar no prazo mentiroso que divulgaram, "Em geral, o tempo de espera para receber o visto leva de 10 a 12 meses." Faz-me rir.

Enfim, esta reportagem é de  22/01/2012, portanto caros leitores não se iludam, não se iludam...


Brasileiros ocupam empregos disputados 
no Canadá e na Austrália

Diferentemente do que acontece na maior parte do mundo desenvolvido, abalado pela crise financeira, alguns países querem atrair imigrantes, com a ressalva de que sejam profissionais qualificados com nível técnico ou superior. 

Júlio César, Wendel, Fernanda e Viviane vão trabalhar na província de Quebec a partir deste ano

Por motivos como a escassez de mão de obra, a baixa natalidade e o envelhecimento da população, esses lugares deixam de preencher um volumoso número de vagas de emprego, o que pode emperrar a economia e comprometer o crescimento do país. Assim, várias nações estabeleceram novas legislações ou relaxaram as antigas, com o intuito de colaborar com a entrada de trabalhadores estrangeiros. Os destinos com mais apelo no Brasil são o Canadá e a Austrália, que possuem programas consolidados de imigração qualificada. Países como a Nova Zelândia, a Alemanha e o Japão também facilitam o processo, embora ainda careçam de assessorias por aqui.

A província canadense de Quebec atrai, anualmente, 1,4 mil brasileiros por meio de um programa estimulador de imigração, que auxilia na elaboração de currículos e de cartas de apresentação, além de repassar o anúncio de vagas. Se necessário, há ainda aulas gratuitas para aperfeiçoamento do francês (idioma oficial da região). 

O recém-chegado tem todos os direitos de um cidadão canadense, como assistência médico-hospitalar, previdenciária, além de outros benefícios extensivos a familiares (esposa e filhos). O programa não garante emprego, mas o governo ajuda na busca por uma colocação no mercado de trabalho. 
Segundo o assessor em relações públicas do escritório de Quebec no Brasil, Gilles Mascle, a qualidade de vida conta muito na hora de decidir mudar: no Canadá, o índice de criminalidade é mais baixo, a saúde é sempre gratuita e cerca de 92% dos alunos são da rede pública.

A promessa de uma vida melhor foi o que atraiu o analista de informação Marcos Rodolfo, 37 anos, que, em 2010, saiu de São Paulo rumo à vila de Sainte-Julie, nas proximidades de Montreal. Ele teve assistência do governo canadense para a mudança e, ao chegar ao país, recebeu indicações de locais para trabalhar. “Tínhamos uma boa estabilidade, mas nos cansamos do Brasil e de todos os seus problemas. Mesmo ganhando menos, consigo manter quase o mesmo nível, já que não pago escola nem hospital”, atesta o hoje funcionário de banco, que vive com a esposa e os dois filhos. 

Após selecionar quem pode trabalhar no país, o governo do Canadá emite o visto de residência permanente, desde que os candidatos satisfaçam as exigências locais. O interessado precisa ter formação tecnóloga ou superior, de acordo com o que o mercado carece, experiência profissional de no mínimo dois anos e nível intermediário da língua francesa. Também há preferência para quem tem até 35 anos. Em geral, o tempo de espera para receber o visto leva de 10 a 12 meses. 
Quebec possui leis de imigração diferentes das do restante do país, pois lá existe uma defasagem maior de profissionais qualificados. “Está prevista a criação de 230 mil vagas nos próximos cinco anos”, conta Mascle.
 
O governo canadense investe pesado na divulgação do programa no Brasil e promove palestras em diversas cidades para captar potenciais imigrantes. Foi em um desses eventos que o auditor fiscal Wendel Farias Lopes, 37 anos, e sua esposa, a relações públicas Fernanda Calado Lopes, 28, decidiram migrar de Brasília para o Canadá. Depois de conhecer o país a passeio, o casal vai de mudança no segundo semestre, provavelmente em outubro. Já para a arquiteta Viviane Silva Berlim, 29, moradora do Guará, a motivação veio de familiares que residem no país há três anos. Ela diz que a segurança pesou na escolha. “A taxa de homicídio em Gatineau, para onde vou, foi de 15 mortes por ano. Aqui, essa é a taxa de um fim de semana. Meus parentes vieram para cá (Brasil) e esqueceram a porta da casa deles aberta. Não houve qualquer problema”, exemplifica. Viviane está com passagem marcada para julho.
 
O analista de sistemas Júlio César, 35 anos, que parte para o Quebec em novembro, crê que o poder aquisitivo na província é mais alto que Brasília. “Lá, imóveis enormes custam 200 mil dólares canadenses, cerca de R$ 400 mil. Esse é o preço de uma quitinete na Asa Norte”, compara. 

Outra opção para quem está de olho em oportunidades de emprego qualificado no exterior é a Austrália, que tem preferência para receber profissionais das seguintes áreas: engenharias, contabilidade e tecnologia da informação. “Eles têm mais facilidade de equivalência de reconhecimento de diploma”, explica o gerente regional da assessoria de imigração Viva na Austrália, Vinícius Barreto. 

Por meio desse programa, cerca de 100 brasileiros vão trabalhar em território australiano anualmente — número considerado baixo pelos representantes do país. “Por conta da exigência maior no nível de inglês, diminuiu a procura”, diz Barreto. Outro entrave é a burocracia. “Precisa entregar todos os documentos acadêmicos e comprovar experiência”. O tempo do início do processo até o pouso na Terra do Canguru pode ser de 18 a 24 meses.
 
Apesar da lentidão e da quantidade de exigências, o país da Oceania tem pontos forte a seu favor.  
“A Austrália está em vários rankings como um dos três melhores lugares no mundo para morar”, afirma Barreto, que viveu cinco anos no país, por meio do programa que hoje dirige. “A adaptação é facilitada se o destino possuir algumas características da terra natal”, argumenta. Foi assim que o engenheiro mecânico Mauro Barros Lopes Filho, 38 anos, ex-morador de Porto Alegre, se consolou ao ver muitas características semelhantes ao Brasil em seu novo lar.“Mesmo clima, praias boas. Os australianos são tão calorosos como os brasileiros”, conta ele, que mora lá desde 2008. E aconselha os futuros imigrantes: é bom guardar uma quantia razoável de dinheiro para os primeiros meses. 
Outra dica do engenheiro é se informar bastante sobre os destinos, saber se eles oferecem aquilo que o imigrante deseja. “É importante saber qual é a vocação da cidade. Por exemplo, Melbourne é bem cosmopolita.”
 
O representante do Viva na Austrália garante que o mercado de trabalho local está bastante aquecido.
Ele alerta que o programa não garante emprego a ninguém, mas afirma que os profissionais são absorvidos rapidamente pelas empresas de lá. “Nós indicamos sites onde há oferta de vagas, mas a pessoa tem que ir atrás das entrevistas”, ressalta. 

Contato direto
Existem outros destinos que também têm uma legislação mais flexível para imigração de profissionais qualificados, mas não possuem assessoria no Brasil. O interessado tem de entrar em contato diretamente com o país desejado, sem nenhuma mediação por aqui. A Nova Zelândia é um exemplo. Mais recentemente, a Alemanha, que vem nadando contra a corrente da crise financeira, conseguiu ampliar o número de empregos para estrangeiros. No ano passado, o país modificou sua lei de imigração, que agora vai ter menos obstáculos para esse trabalhadores.
 
O Japão, que historicamente oferece muita resistência a quem é de fora, tem sentido o impacto do envelhecimento da população e, agora, se vê obrigado a aliviar as barreiras. A partir de abril deste ano, entrará em vigor um sistema para receber profissionais altamente qualificados vindos de outras nações. 

O processo será por meio de pontuação, obedecendo aos seguintes critérios: nível educacional, experiência profissional e conhecimento da língua japonesa. Quem for considerado um trabalhador “preferencial” terá direito a pedir o visto permanente depois de cinco anos morando no Japão. As facilidades serão restritas a profissionais ligados às áreas acadêmica, de pesquisa, médica e executiva, além de outros setores bem específicos.
 
Nacionalidade
Os que atenderem as exigências receberão vistos permanentes, mas só terão a cidadania depois de algum tempo de vivência. No caso do Canadá, é preciso estar morando no país há pelo menos três anos. Na Austrália, a tramitação pode começar após quatro anos de moradia.

Mais detalhes sobre os programas de imigração qualificada nos sites abaixo:
www.imigracao-quebec.ca
www.vivanaautralia.com

quinta-feira, 8 de março de 2012

Em resposta ao "Trabalho Voluntário"

Galera,
Postei a dois dias atrás um vídeo do blog La vache, que conta a experiencia de Yuri com o trabalho voluntário, alías, gosto de seus vídeos justamente por serem claros e objetivos, no entanto, recebi alguns comentários como este abaixo;

Ola,

Na minha opiniao fazer um trabalho voluntario deveria ser para ajudar o proximo ou quem necessita de alguma ajuda como uma opcao propria.
Realizar um trabalho voluntario apenas com a intencao de "ter" a experiencia canadense ou construir uma rede de contatos ou porque os quebequenses fazem isto nao deveria ser o fator primordial para se escolher o voluntariado.Mas ai cabe o livre arbitrio de cada um e cada um sabe o que eh melhor para si proprio.

Bonne chance!

Abs!

Sem dúvida o anônimo acima tem razão, trabalho voluntário tem como objetivo maior a filantropia, mas preocupei com a repercussão que isso poderia dar, afinal de contas, todos nós temos os nossos blogs, escrevemos e fazemos vídeos dizendo o que achamos, contando as nossas PRÓPRIAS experiências e aquele que ler, não tem a menor obrigação de concordar, além disso tem o direito de dizer o que pensa e discordar.
Portanto, em resposta ao comentário acima, Yuri se manifestou com o seguinte texto:   


Olá amigos,
Eu sou o Yuri, autor do vídeo. Passei aqui a convite do autor do blog.
Bom, eu poderia escrever aqui um tratado inteiro sobre como todo e qualquer gesto solidário promovido por um ser humano tem como objetivo, em última instância, uma finalidade egoísta. Nem que seja simplesmente sentir-se bem consigo mesmo.

Mas vou poupar a todos dessa compilação filosófica e vou ser mais pragmático.

Eu realizei diversos trabalhos voluntários no Brasil, e sempre por pura paixão pelos animais. Logo, espero que essa minha motivação não esteja em cheque.

Mas é pura ingenuidade (e infantilidade) achar que a sociedade quebecoise se mobiliza enormemente ao voluntariado somente pela necessidade de se fazer o bem. É uma relação ganha-ganha. Existem diversos benefícios para todos os lados.

Para nós, imigrantes, é cegueira negar motivações de integração. Para nós é ainda mais importante para nos integrarmos com a cultura quebecoise.

Lembrem-se, nós somos os imigrantes, cabe a nós a responsabilidade de assimilar a nova cultura, estarmos receptivos para novos idiomas e costumes. O trabalho voluntário nos prepara para tudo isso.

Espero ter sido claro.

Um grande abraço,
Yuri Grecco 
 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Trabalho voluntário 2

Galera,
Encontrei um outro relato sobre o trabalho voluntário.
Fonte: Recifroid


Trabalho Voluntário
"Quando chegamos ao Québec é normal pensarmos em duas opções:

1) Arrumar logo um emprego para não gastar todas as nossas economias e também para ter a primeira experiência canadense;
2) Entrar em um curso de francês para aprender a língua, que será mais fácil para entrar mercado de trabalho.

Uma terceira opção que as pessoas não comentam muito é o Trabalho Voluntário. Com ele você pode unir as duas opções anteriores em uma só. Aprender o idioma (inglês/francês) e ter uma experiência canadense, mas gastando suas economias.

Este ponto também é interessante quando for fazer entrevista para outros trabalhos futuros, pois até o próprio governo incentiva que as pessoas sejam voluntários quando chegarem ao Québec (Benevolat).

Abaixo segue alguns sites sobre o assunto:
Le bénévolat au Québec
Service bénévole de l'Est de Montréal
Centre d'action bénévole de Montréal
Centre d’action bénévole de Québec
Centraide
Volunteer bénévoles
Benevolat Montréal

Como não temos a opção de fazer a francisação paga pelo governo por causa do nosso visto que é de trabalho, estamos pensando em investir no Trabalho Voluntário assim que chegarmos. Quem souber de mais algum site interessante favor nos informar.
"

terça-feira, 6 de março de 2012

Vídeo - "Trabalho voluntário"

Galera,
Uma boa dica para aqueles que pensam em realizar um trabalho voluntário em Québec, é assistir ao vídeo do blog La vache.
O Yuri trabalha como vountário e dá várias dicas e fala um pouco da importância deste tipo de experiência no Canadá, vale a pena.

Por que ser um voluntário?

1. Os quebequenses costumam participar de trabalhos voluntários;
2. Viver com francófonos, ricas experiências no cotidiano;
3. Boas referências para o currículo, experiência de trabalho.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Immigration au Canada: veuillez patienter

 
Reportagem que saiu no La press.Ca 

Para aqueles que precisam de explicações acerca da demora dos seus processos, sejam eles na fase provincial e federal. 
Tradução: Google

 




Imigração no Canadá: Por favor, aguarde 
Publié le 27 février 2012 à 07h56

Mais do que nunca, os imigrantes em potencial devem ser paciente antes de receber a luz verde para ir para o Canadá. 

Tempos de processamento de pedidos de residência permanente podem durar de 15 a 63 meses. Quatro anos após o início do plano conservador de imigração mais rápido, os efeitos estão se esforçando para fazer-se sentir, mesmo cos candidatos menos numerosos.

Em 2011, os candidatos para a residência permanente nas categorias de família e humanitário foram tratados em 21 e 33 meses, em média, mostram dados de Cidadania e Imigração do Canadá (CIC). Demora mais que três anos atrás.

Estes tempos de processamento também são mais do que o de candidatos para residência permanente na categoria econômica: em média, os casos foram tratados em 27 meses em 2011. Em 2007, o tempo foi ... 63 meses.

No entanto, cada sub-categoria de requerentes de residência permanente tem visto o seu aumento de latência econômica nos últimos anos.

Com as alterações à Lei de Imigração aprovado em Junho de 2008, o governo federal havia prometido reduzir os atrasos em aplicações de processamento para residência permanente de ordem economica, incluindo os de "trabalhadores qualificados", cujo perfil é particularmente procurado no Canadá.

"É um fracasso. Ele havia dito então, e é hoje de novo ",
disse o NDP MP Olivia Chow.

Os pedidos de residência permanente destes "trabalhadores qualificados" são tratados mais e mais lentamente em 2008, de 8 meses a 17 meses em 2010, o prazo aumentou para 20 meses em 2011.

Na categoria de "experiência canadense", também criado em 2008 para os estrangeiros que se graduaram em Canadá e os titulares de uma autorização de trabalho temporário, o tempo aumentou de 1 mês em 2008 para 11 em 2010 e 15 em 2011.

Na verdade, os candidatos apenas classificados como "empresários" têm visto os seus tempos de processamento de ser reduzido consideravelmente: em 2011, eles só esperou 63 meses como em 2008, para residência permanente, mas 49 meses.

"Costuma-se dizer que os imigrantes devem direcionar melhor as necessidades do mercado de trabalho. Mas não faz sentido, com os tempos de processamento que levam vários anos. Se um empregador precisa de soldadores e engenheiros, não se pode confiar no sistema de imigração ",
diz Stéphane Reichhold, as organizações de concertação de table des que servem os refugiados e imigrantes.

Resultado: os empregadores e os candidatos estão se voltando cada vez mais aos programas de residência temporária. Mas até para este tipo de licença, os atrasos em aplicações de processamento aumentou nos últimos anos (11 semanas de tratamento em 2010 para uma autorização de trabalho contra 16 em 2011).

Assim, se o número de aplicações residentes permanentes em todas as categorias, diminuiu nos últimos dois anos, o número de pedidos de residência temporária explodiu.

Imigração do Canadá enfatiza, no entanto, que a melhoria é palpável por trás dos atrasos em aplicações de processamento para residência permanente nas categorias econômicas: as novas categorias de fato criou uma lufada de ar como eles são criados.

"Todo o tempo que têm aumentado nas categorias individuais. Mas foram tratados observações mais nas novas categorias [trabalhadores qualificados, experiência canadense] diz Remi Lariviere, porta-voz do CIC. Tratamento de casos menos tendo 60 meses e mais velhos que tomam 15 meses. "

Mas para os funcionários da CIC, a razão para estes atrasos é simples: a falta de mão de obra, os cortes orçamentários impostos pelos conservadores.

"Se minha equipe vai de 10 para 7 pessoas, é o que realmente vou fazer o mesmo volume? Se assim for, é que eu estou fazendo errado, e eu vou deixar as pessoas que não deveria "
, diz um perto da Aliança Canadense de Funcionários Públicos (CVA).

De acordo com o nosso interlocutor, o orçamento atribuído a CIC ainda deve encolher no próximo orçamento federal.

"O governo quer fazer essas abordagens mais eficazes. E, em certa medida, sim. Mas para nós é uma preocupação real. Não há criação de cargos e de o governo tenta reduzir o número de cargos permanentes. "

No entanto, os números fornecidos pela CIC, o número de funcionários, permanentes ou não, é bastante a aumentar desde 2007. Passou de cerca de 3.800 para 4.500.

Particularmente preocupado com o destino dos requerentes de residência permanente em categorias humanitárias e de família, o Novo Partido Democrático também acredita que o sistema de imigração pode ser um gargalo se escritórios CIC, principalmente no exterior, teve mais pessoal.

Sadia Groguhé, NDP MP para Saint-Lambert, lamenta que alguns inquéritos exigidos pelo CIC desnecessariamente complicam o processo de candidatos para as categorias de família e humanitária.

"A imigração tem um lado humano e, em todos os casos, estes atrasos estão causando estragos nas famílias. Você vê um monte de angústia emocional. Ele divide as famílias e também há um empobrecimento das famílias, disse ela. 
"Trazemos pessoas aqui para ajudar a enfrentar o desenvolvimento econômico e, em última análise, eles são incapazes de participar plenamente. "  

Com William Leclerc

Para cada período indicado, 80% das aplicações foram processados ​​dentro deste período

Trabalhadores especializados (2008 alterações, solicitações recebidas após novembro de 2008)

2008 = 8 meses
2009 = 16 meses
2010 = 17 meses
Janvier = 20 meses a setembro de 2011

Experiência canadense (2008 alterações)

2.008 = um mês
2009 = 6 meses
2010 = 11 meses
Janvier = 15 meses a setembro de 2011

NEGÓCIOS

2007  = 63 meses
2008 = 63 meses
2009 = 50 meses
2010 = 43 meses
Janvier = 49 meses a setembro de 2011

Família de classe

2007 = 11 meses
2008 = 13 meses
2009 = 16 meses
2010 = 19 meses
Janvier = 21 meses a setembro de 2011
 
OBS: Todos os valores acima foram fornecidos pela Cidadania e Imigração do Canadá (CIC).

MÉDIA DE PROCESSAMENTO DE TEMPO SPR (meses) (dados fornecidos pelo IRB)

2000 = 9,6
2001 = 10,1
2002 = 11,9
2003 = 14
2004 = 13,9
2005 = 12,7
2006 = 11,9
2007 = 13,7
2008 = 15,8
2009 = 18,4
2010 = 21,8
2011 = 20,8

NÚMERO DE ADMINISTRADORES E DIRETORES da SPR (dados disponíveis desde 2004)

2004 = 188
2005 = 143
2006 = 108
2007 = 79

2008 = 89
2009 = 107
2010 = 129
2011 = 125





Glossário de Imigração
Residência permanente

Residência permanente intitula um imigrante para viver, trabalhar e desfrutar dos benefícios do Canadá, sem tempo limitado. Somente residentes permanentes podem solicitar a cidadania canadense. O pedido de residência permanente pode ser feito no Canadá ou escritórios CIC CIC no exterior. 

Os candidatos apresentarão os seus pedidos em uma das três categorias: econômica, particularmente se eles são trabalhadores qualificados, investidores ou graduados de uma universidade canadense; família, se eles são patrocinados por um filho, um cônjuge, membro pai ou familiar; humanitária, se foi concedido asilo ou se as autoridades sentem que devem permanecer em suas casas por razões "humanitárias".

Pessoas que desejam se estabelecer em Quebec deve, antes de apresentar seu caso ao governo federal, tem a aprovação do Quebec.

Os requerentes de asilo

Pessoas que procuram protecção do Canadá. Estas aplicações são processadas no Conselho de Imigração e Refugiados e da Seção de protecção dos refugiados. Refugiados são pessoas a quem o Canadá tem concedido asilo.

Residências temporárias

Os titulares de um estudo válido ou trabalho têm o direito de estudar ou trabalhar no Canadá por um tempo limitado.

Relato: "10 anos de Canadá"

Segue abaixo o relato de Rodrigo Araújo que mora em Ottawa, Canadá, desde Janeiro de 2002. 

10 anos de Canadá.
Postado em 27 fevereiro 2012. Autor(a): Rodrigo Araújo

"Desde que aceitei o desafio de escrever para o Canadá.sairdobrasil tento adotar um estilo neutro em meus artigos. Nunca fui o personagem principal nas matérias publicadas. Evito ao máximo levar a minha impressão pessoal ou expor minhas opiniões e sempre obtive exemplos concretos como base, assim como dados de pesquisas ou algum tipo de referencia.

Entretanto, seguindo vários pedidos de amigos próximos, decidi fazer uma matéria onde eu fosse o protagonista e passar um pouco da minha experiência. Afinal de contas, no último dia 25 de janeiro, completaram 10 anos que estou no Canadá.

Bom, definitivamente o inverno canadense não foi o motivo da minha escolha. De fato o Canadá foi uma alternativa de sair do Brasil. Muita coisa mudou para melhor no nosso país, mas outras muitas continuam do mesmo jeito ou até piores. Hoje o Brasil é respeitado no exterior, tem uma boa política internacional, passou a ser credor ao invés de devedor e a economia está num bom caminho. Porém, tanto na atualidade como há 10 anos, o país sofre com uma péssima distribuição de renda, não há leis sérias e a violência impera em todos os aspectos da sociedade, além da corrupção em altíssima escala. 
Portanto, os motivos que fizeram eu sair do Brasil não foram tão diferentes das outras pessoas, entre eles, obter melhores oportunidades de trabalho, ter qualidade de vida, ser respeitado como cidadão e viver numa sociedade ajustada, além de escapar da violência e do constante sentimento de insegurança.

Uma das primeiras coisas que aprendi nesta jornada é que não existe o paraíso. Eu achava que o encontraria no Canadá, pois era o que quase todos os textos, artigos e matérias focavam. Diferentemente do Brasil, o Canadá faz uma excelente propaganda de si no exterior. O que se encontra são praticamente coisas boas e que tudo vai ser fácil. Porém, a realidade se mostra o contrário. Outra coisa que percebi foi que o Brasil não é o inferno na Terra, como eu imaginava. Conheci aqui muita gente que não teve escolha: ou saia do país ou morria. Para se ter uma idéia, o Canadá recebe cerca de 10 a 12 mil refugiados por ano. Isso significa que o país absorve 1 a cada 10 refugiados no mundo.

Uma coisa extremamente importante na adaptação de qualquer pessoa ao novo país é tentar evitar a comparação. Nenhum lugar é igual ao outro e cada um possui a sua própria identidade. Diferenças entre países são comparáveis às diferenças das próprias pessoas: cada um tem a sua personalidade, qualidade, defeito, cultura e religião, entre muitas outras coisas.

O Canadá, por exemplo, é fascinado pelo hóquei no gelo, enquanto o rúgbi é idolatrado na Nova Zelândia e o críquete é a preferência na Índia. Então eu sempre digo aos novos imigrantes que o Canadá não é melhor que o Brasil ou vice-versa, mas que cada um tem sua particularidade e que somente a experiência de vida de cada um vai dizer que um é melhor do que o outro. No atual momento o Canadá é melhor pra mim e para a minha família, mas certamente o Brasil é melhor para outras muitas pessoas que não tem a menor vontade de morar fora, imigrar ou deixar a sua pátria.

Como já mencionei em outros artigos, o Canadá não é para todos e a adaptação pode ser muito difícil se a pessoa ou a família não estiver preparada. Eu sempre sugiro a quem esteja interessado que procure se informar bastante antes de tomar uma decisão, pois uma possível decepção pode ser expressiva. Ler os sites do governo, entrar em blogs e sites direcionados a imigrantes, além de fazer contato com quem já está aqui podem ser boas iniciativas para a pessoa colecionar informações antes da conclusão final.

Hoje em dia há inúmeros blogs e sites como o Canadá.sairdobrasil. O que existia há 10 anos era um fórum, pelo Yahoo, com 300 membros onde trocávamos informações sobre processo de imigração, vida de estudante e dicas gerais sobre cultura, diferenças e o que trazer, entre outras.

Mas o que pode dar errado? Leia mais aqui.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Dica da semana: Vídeos - "Le Québec parle aux Français"

Fonte: Youtube


Uma série de sete vídeos em francês que mostra a experiência de Olivier Zimmermann, músico francês e estudante universitário, que passou um ano em Montreal.

Achei muito interessante por que mostra que até mesmo aqueles que dominam o idioma e conhecem a cultura e história do Québec podem sofrer para se adaptar ao cotidiano québécoise.

Nos últimos anos, um monte de franceses preferem residir em Quebec. Por quê? Hipóteses não faltam: Acordos políticos entre os dois Estados, o reconhecimento de diplomas, facilidade de integração devido à linguagem, o contexto histórico, etc.

No entanto, muitos franceses que se estabeleceram em Quebec depois de alguns anos, se decepcionam com a experiência. Por quê? Será que não conseguem interagir com a cultura e se sentem isolados da população do Quebec? Ou é porque a França e Quebec não são como primos tão próximos assim?

Como os franceses são recebidos pelos quebequenses? O que Québec pensa sobre a França? E a frança a respeito do Québec? É uma "bolha da França na América", ou simplesmente um americano em francês?

Através de encontros com personalidades francesas e quebequenses de várias origens (acadêmico, econômico, político, artístico) e pessoas de rua, Olivier descobre Québec; sua cultura, sua história, seu povo. Mas, além das descobertas e muitas trocas que vão deixar lembranças e impressões duradouras, Olivier está interessado no que o Québec tem a dizer.

Participação de:  
Fabrice Luchini, Gilles Proulx (apresentadora de TV e rádio),  
Landry (ex-primeiro-ministro) e muitos outros.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Novas datas para 1ª Etapa de Entrevistas 2012

É gente vai entender essa galera.
Saiu uma nova lista com novas datas para as entrevistas da 1ª rodada de 2012.

A lista com as datas foi atualizada no dia 16 de fevereiro.
Agora esta etapa vai até o dia 16 de Abril, a primeira iria até o dia 10 de março.

Segue o link:
http://www.immigration-quebec.gouv.qc.ca/publications/fr/divers/Programmation-missions-travailleurs-lieu.pdf

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Nordeste não será convocado para o 1º semestre de 2012


Logo nós!!!!

Hoje ligamos para o BIQ no Brasil, e a moça nos informou o seguinte; "O Nordeste NÃO FOI E NEM SERÁ convocado para esta rodada ( Fevereiro - Março em SP)".

Pois é minha gente, mais uma vez ficamos de fora. Isto já aconteceu o ano passado.
Não quero criar polêmica sugerindo discriminação ou acepção de região, eu na verdade acho e quero acreditar somente na logística, afinal o BIQ fica em São Paulo e a proximidade é um fator facilitador.

O BIQ está passando por mudanças estruturais e talvez estejam centralizando as informações e adiantando o pessoal do sul e sudeste, bem, é nisso que prefiro acreditar, até duvido que as entrevistas voltem a ocorrer na Bahia, justamente por motivos centralizadores e estruturais (minha opinião).

A verdade é que enviamos os nossos documentos em Junho de 2011, são 8 meses, ou seja, o prazo maior que eles prevêem até a convocação é de no máximo 7 meses.
Já ouvi falar de pessoas que foram convocadas com até 10 meses, mas este foi o máximo, pelo visto bateremos o record, MAIS DE UM ANO, bem mais.

A moça no telefone disse que todos os documentos foram enviados para o México, mesmo os que enviaram antes das mudanças do ano passado ( o nosso caso) e que devemos aguardar a convocação que será enviada por e-mail direto do BIQ, agora no México. Ela também informou que não haverá mais entrevistas para este semestre e agora só no segundo.

Pois é amigos do nordeste, esperemos com paciência pela próxima rodada de entrevistas.
C'est la vie (...)


Linda Québec! E o Hotel Château Frontenac