Vista panorâmica da cidade de Québec
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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Seis meses em Montreal...sobrevivemos.

Seis meses!
Já se passaram seis meses e o tempo é como areia numa ampola que se vai rapidamente.
O tempo passa depressa...
Quando olho para o dia três de março e decorro os meus olhos pelos meses que se passaram, nem consigo acreditar nas coisas que já fizemos até aqui.

As que eu já conquistamos, as que não conquistamos, o que já vimos e o que ainda não conhecemos, o que já aprendemos e o que precisaremos aprender (...)

O frio, a neve, as roupas pesadas, o fim do inverno.
O cinza e a lama que a neve se torna, o nascer das folhas, e o florescer de cada flor, as cores, o perfume e o colorido da primavera.
O verde, o brilho do sol, os dias mais longos, o calor e o canicule, finda-se o verão.
No momento as folhas amareladas começando a cair no chão, seja bem vindo o Outono.

"São tantas emoções", tanta novidade, lágrimas e muitos sorrisos, o encantamento e a descoberta de um novo mundo em contraste com a tristeza de estar longe de quem se ama.

C'est la vie...a mente e o coração de quem imigra. Tudo se parte , se divide. 
É um mar de sentimentos revoltos pelo vento e as estações. Como diz a bela canção;

"Um marinheiro só se faz
com tempestade no mar, 
que o ensina a velejar, 
são e salvo retornar, 
e a pipa só pode voar, 
se o vento forte a empinar, 
com sua força arrastar
seu corpo leve no ar"

Quando leio em jornais e sites, que muitos brasileiros estão "fugindo" da crise econômica, política e da falta de segurança no nosso país, eu penso se eles estão prontos para viver tão longe, tão cansados, e tão rapidamente mudar. Se estão realmente afim de abrir mão, abrir os braços, e principalmente abrir a cabeça...não é fácil.

Fazemos planos durante meses, juntamos dinheiro durante anos, estudamos durante muito tempo, mas quando chegamos aqui os dias surpreendem e tudo pode mudar, inclusive o número que havia em sua conta bancária, que se vai três vezes mais rápido, culpa de nossa moeda cada vez mais desvalorizada e isso interfere diretamente em seus planos e em suas metas, e lidar com isso vai exigir de você muita paciência.

Olha, você pode fazer muitos rascunhos e colorir tua agenda de compromissos e metas, mas eu te garanto, tudo, absolutamente tudo pode te fazer esquecer dos papeis que para trás ficam. Porém, eu recomendo, faz-se necessário adaptar-se às novas situações, quem sabe a uma tempestade ou mesmo o marasmo do mar. O que não podemos esquecer é que necessitamos SONHAR!

Quanto mais você sonhar mais forte ficará para caminhar, mesmo que pareça longe ou difícil, sonhe, e siga semeando esperança no caminho, com a certeza de que um dia voltarás colhendo o que plantou e te digo, esta é a lei da vida; o que plantares colherás.

Sinto saudades dos amigos, de gargalhar das piadas, de jogar conversa fora ou mesmo de chorar com eles. Sinto falta do cheiro da minha mãe com perfume de sabonete de quem acabou de sair do banho, do abraço apertado e sem jeito do meu pai, do colo da minha irmã e de brigar com o meu irmão, do cunhado, do sobrinho, dos primos, dos tios, de Mile, o cachorro da família...tanta falta fazem aqui. Nenhuma tecnologia é capaz de substituir a presença, eu te afirmo.

Não, não careço da comida do Brasil, nem de suas praias ou de seu clima (quando chegar o inverno a gente conversa) e nem tão pouco do "jeitinho brasileiro".

Não é fácil imigrar, não é simples começar de novo em outro país e não é fácil ter que aprender a falar novamente, como uma criança no jardim da infância, mas é bom mudar e se renovar, é rejuvenescedor conhecer outro país e suas belas paisagens, Oh! E que paisagens! E é excelente aprender novos idiomas e sobre outras culturas.

Se eu recomendo? Sim, mas só para os fortes. E sim, eu descobri...sou mais forte do que um dia imaginei ser. Estou viva! Estou firme! Estou feliz!



Et Voilà! Que venham mais seis meses, anos...


terça-feira, 21 de julho de 2015

Um pequeno resumo de quatro meses no Canadá

Boa noooooooite querido Diário,

São muitas informações desde a última postagem, portanto vou tentar dar uma resumida aqui e depois tentar detalhar alguns temas que acho pertinentes em outras postagens.

Bem, finalmente entramos de férias da francisação (motivo pelo qual só consegui escrever agora)! Ufa! A mente e o corpo já estavam no limite do cansaço. Para quem irá fazer francisação em tempo pleno já aviso, é muito desgastante, especialmente se você é um recém chegado, que terá que resolver documentação, aluguel, comprar coisas para sua casa, comprar telefone, internet...tudo isso em meio ao curso, portanto prepare-se psicologicamente e fisicamente para isso, cada passo e degrau de uma vez ou você surtará.


Ainda falando sobre a francisação, eu posso dizer que vale muito a pena. Eu sei que tem vários brasileiros que pensam não ser necessário e que o importante mesmo é encontrar logo emprego, mesmo que o seu francês seja mediano e/ou se já domine o inglês, eu digo que, se você pensa assim depende muito de sua área profissional, pois dependendo do trabalho que você procura, o idioma será fundamental na busca do primeiro emprego. Um outro aspecto que acho importante, é a construção do seu networking.
Lá conheci algumas pessoas que me deram dicas preciosas (nenhum deles brasileiros), além de conselhos dos professores e dicas sobre trabalho, passeios, aspectos do idioma quebecoise e o cotidiano montrealaise, tudo isso dado durante as aulas. Pra mim, de vital importância na minha integração com a língua e idioma, além é claro, de construir amizades e formar um novo círculo de amizade.

Um outro detalhe sobre a francisação, é que ouvi algumas pessoas falarem mal do curso na UQAM, o que me surpreendeu bastante, por ter renome e ser bem conhecida. Nós fizemos o nosso curso na Cégep de Vieux Montréal, e afirmo a vocês, é uma escola excelente. Tem uma ótima estrutura, professores e suportes pedagógicos, mas acho que cada experiência é particular e tudo pode variar dependendo do professor que você pegar.

Eu continuarei o terceiro nível da francisação tempo pleno em agosto e semana que vem começarei um trabalho voluntário numa escola, depois contarei pra vocês em detalhe e o marido irá em busca de seu primeiro emprego, inclusive essa fase tem sido sólida e gradativa, fazendo cursos de integração ministradas por agencias e pelo próprio governo do Québec (assunto para um próximo post).

Alugamos o nosso primeiro apartamento em Montreal, com duração de um ano, já que ficamos em um estúdio quando chegamos por três meses.
Estamos morando em Ile des Soeurs e o que posso dizer daqui é que tudo é simplesmente lindo. 

Ile des Soeurs

Um bairro que sempre sonhei em morar. Todo final de semana meu marido e eu caminhamos pelas trilhas em meio a muito verde, parques e lagos. Amo muito viver aqui. Nós ainda não temos carro e na Ile des Soeurs não entra o metrô, portanto pegamos ônibus até a estação mais próxima e tá tudo certo. Isso realmente não me incomoda. Como já disse antes o transporte público funciona muito bem, obrigada. Contudo para os que não gostam de utilizar ônibus e/ou metro recomendo um carro ou bicicleta se você deseja morar em Ile des Soeurs. Se algumas pessoas desejarem posso falar em um outro post somente sobre o nosso bairro e contar mais detalhes de como se deu o processo de aluguel.
Ile des Soeurs

Eu gostaria de compartilhar com vocês algo que tenho percebido entre muitos brasileiros, salvo algumas exceções, e que tem entristecido o meu coração.
Sabe aquele lance de esconder do colega alguma informação valiosa? Do tipo esconde dicas que fazem diferença na busca pelo emprego ou não compartilhar um curso oferecido pelo governo....enfim, quando chegamos aqui, toda e qualquer informação é muito importante. As vezes penso que as pessoas fazem tal coisa porque devem pensar; "Ah se eu me lasquei pra conseguir esta informação e quebrei minha cara fazendo errado, eles também precisam se lascar e quebrar a cara também."

Rapaz, eu tenho pena de pessoas que pensam e agem assim. 
Infelizmente ou felizmente muitas informações que recebemos foram dos amigos não brasileiros.
Eu não quero e nem gosto da idéia que você deve abrir a sua vida e compartilhar tudo com todo mundo, eu não estou falando disso, eu estou falando de ajudar alguém que acabou de chegar e ainda não está por dentro de tudo. Ah, não estar por dentro de tudo não significa dizer que esta pessoa não pesquisou ou é desinteressada, simplesmente ela desconhece algumas informações que aqueles que já estão há algum tempo conhece, óbvio.

Durante meu curso de integração conheci uma menina brasileira, fato raro por aqui, visto que são poucos brasileiros dentro de um mesmo curso seja de francisação ou curso de integração, o legal é que durante a conversa, descobri que ela também era recifense e para minha surpresa ela conhecia meu blog. Ao constatar que eu era a autora do blog Diário Canadá Brasil, que ela tanto acompanhara no Brasil seus olhos encheram d'água e eu como sempre não contive as lágrimas. Ela me agradeceu por compartilhar no Diário e ficamos muito emocionadas. Nasceu uma nova amizade.

Eu acho que é esse o papel deste blog sabe, momentos de desabafos, um lugar para buscar informações e de compartilha-las também. Fico triste ao ver tanta gente egoísta por aí, não sou a melhor das pessoas, mas garanto que se eu puder ajudar, meu Diário estará aberto.

Já faz um tempo que não escrevo e nem sei se ainda tenho seguidores que estão interessados na nossa nova fase por aqui, mas se você é um leitor e gostaria de ajuda ou de alguma dica, pode contar conosco, na medida do possível ficaremos  felizes em sermos úteis.

Até o próximo post e espero que desta vez mais rapidamente.

domingo, 12 de abril de 2015

Montreal não é o paraíso!

Estamos em Montreal há pouco mais de um mês e acho que chegamos numa fase turbulenta por aqui.

Acredite, já vimos um pouquinho de muita coisa e algumas me lembram bem o Brasil.

Já há alguns dias os alunos tem protestado contra o governo do Québec e rolou várias manifestações, passeatas, com estudantes e polícia nas ruas. Até aí tudo bem, vivemos numa democracia, mas parece que por aqui as coisas são um pouquinho diferentes.

Aqui se você deseja protestar com passeatas, envolvendo uma certa quantidade de pessoas, se locomovendo pelas ruas, certamente você deverá informar a polícia local a data, o motivo e o roteiro do seu trajeto, senão estará cometendo uma infração e isso eu achei beeem diferente do Brasil.

Ainda não tenho uma opinião formada no que diz respeito à violação da democracia e ao direito de ir e vir, até porque me basearia nos preceitos das leis brasileiras, mas se isso deu o que falar por aqui? Aaaaah se deu.

Em uma destas manifestações, o trajeto não foi informado à polícia local, o que provocou uma reação em cadeia. Vários policiais foram às ruas e num momento bem tenso da manifestação o policial que estava com um lançador de gás lacrimogênio, simplesmente mirou na cara de uma menina e atirou, isso mesmo, lançou  uma bomba à queima roupa.



Por pura sorte ela sofreu apenas ferimentos leves no rosto, mas o assunto rendeu até entrevista com a menina e sua mãe na tv, lembrando o jornal sensacionalista do Brasil. O fato já tem mais de uma semana e ainda discutem e repetem as imagens e vídeos do momento da ação policial.

Esta semana os policiais invadiram a UQAM, com direito a quebradeira, para expulsar os estudantes que já ocupavam o espaço há pelo menos dez dias e, mais uma vez, o pau comeu lá dentro, meu querido!




O debate ainda está rolando quente por aqui e os professores também entraram na linha de frente.
O assunto permanece em alta na pauta de todos os telejornais e jornais da região e sem data para acabar.


Neste mesmo dia, estávamos nós na estação do metrô, mais precisamente na linha verde, quando ouvimos um aviso no sistema de som da estação, sobre uma parada na linha laranja. Como não nos impossibilitaria de nos locomovermos até nosso destino, seguimos pela linha verde mesmo. 

Ao chegarmos em casa descobrimos o que acontecera. Uma briga feia dentro do vagão entre dois homens que acabou com um ferido por um objeto cortante. 
Meu amigo! Parou tudo por lá e foi muito sangue no chão do vagão. Até onde eu sei, o cara que sofreu o golpe estava hospitalizado e não sei mais nada sobre o assunto. Fato esquecido pelos noticiários.



Além destes acontecimentos que são noticiados, somos testemunhas oculares de algumas mazelas. 
Uma vez voltávamos pra casa na estação Angrignon, quando vi um cara sentado no banco bastante machucado no rosto, com a cabeça sangrando e arrodeado por quatro policiais. Não tenho idéia do que pode ter acontecido com aquele homem. 

Já vimos o carro que retira a neve, propositalmente dar ré e em alta velocidade lançar a pá do caminhão num carro que estava mal estacionado em via pública, e que o impedia de fazer o seu trabalho de retirada da neve bem feito. 
E isso pode, Galvão?! 
Depois de quebrar o farol e machucar legal a parte lateral do carro, ele seguiu em frente, parou na esquina, fez uma ligação e foi embora, enquanto várias pessoas testemunharam o fato, incluindo eu e meu marido. Podia ter tirado uma foto, né? Fica pra próxima...

Moramos bem no centro de Montreal, próximo a Estação Guy Concordia, e todos os dias vemos muitos pedintes e moradores de rua, aqui são chamados de itinerantes, que enchem as estações de metrô e ruas próximas ao centro, muitos deles são drogados e alcoólatras, outros desempregados e "alternativos". Alguns te abordam dentro das estações, nas ruas e até mesmo nos restaurantes, aconteceu conosco dentro de uma Tim Hortons. 

Lixo no chão e pichação também é algo comum de achar próximo as estações de metrô, ruas do centro, dentro dos vagões e paradas de ônibus. Já vimos engarrafamento e gente mal educada de toda espécie. 

Você pode estar pensando: "Está reclamando de barriga cheia", ou "No Brasil é bem pior" ou mesmo "Então volta pro Brasil" ou algo desse tipo. 

Quero dizer que não tenho o menor problema em ler este tipo de mensagem e não serão estas coisas que me farão voltar, porque não foram estes os motivos que me fizeram imigrar, e quem acompanha o meu Diário sabe bem, além disso, também sei dar as devidas proporções aos fatos, mas este blog é como um diário, um lugar que relata a nossa experiência e o nosso ponto de vista com relação ao Processo de imigração e a vida no Canadá já como imigrante.

Sinto muito se pareceu arrogância, uma visão pessimista ou mesmo uma "infração" relatar o lado  B desta cidade, mas talvez ajude aqueles que estão iludidos achando que aqui não encontrarão nenhuma mácula, ou achando que encontrarão o paraíso na Terra, para estes saibam que Montreal é uma grande metrópole, e assim como toda grande cidade também tem seus problemas e suas particularidades e é bom sempre ter um olhar crítico e sincero sobre a cidade que desejam morar.

Bem, até a próxima e espero que com um tema mais motivador, mas não menos realista.

Se você se interessou em saber mais sobre os acontecimentos leia aqui:










quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O vazio e a esperança


Sentei no chão e chorei sozinha.
(...)

Enquanto o último móvel descia e a chave na mão aguardava ser entregue, registrei o vazio daquele espaço lindo, colorido e iluminado.

Meu apartamento amarelo, de porta azul, e uma linda e enorme janela será um dos lugares que mais sentirei falta, aaaah e a janela.
(...)

A casa dos meus pais agora é o meu refúgio, já não me sinto de lugar nenhum, sem minha casa, sem minha cama, sem um lugar pra chamar de meu lar.

Tudo agora é caos, nada encontro, nada percebo e tudo misturado confunde e enfada os olhos.

Tudo agora é quadrado e de papelão, encaixotado para a despedida, que se resumirá em malas cheias de esperança.

O poder de sintetizar virou minha sina; o sapato, a roupa, os presentes, os livros, meus pincéis, e minha arte se espremem desejando fazer parte de uma nova história, como se disputassem um lugar de importância, não sabendo que são todos especiais. 
Neste caso o especial dá lugar ao essencial que se soma as gramas de uma mala compactada e de peso definido.

Vender, se desfazer, doar, se dar, faz parte de um processo doloroso de aprendizagem ao que parte. Crescemos e aprendemos a lidar com sentimentos, coisas e pessoas como nunca imaginávamos. 
O abraço que acalanta, a boca que sorri, as mãos que apertam, contrastam com o olhar que inveja, com os braços que se cruzam e com línguas que duvidam. 

A idéia toma forma, agora é um número, uma data, e o nascer do sol e da lua são eventos comemorados como se fossem os últimos, ao mesmo tempo que encurtam os dias e as horas. 
O tempo passa veloz, sem que possamos nos despedir lentamente e decentemente de quem amamos.

E para quem amamos deixamos o vazio, a ausência, uma mágoa e mesmo sem querer demonstramos que escolhemos estar longe e isso deve doer, sim, porque todos choram ao perceber que partiremos.

Cada gesto, cada olhar, cada beijo e abraço o desejamos para a eternidade, até parece que nunca mais os encontraremos. 
Sentimos medo em deixá-los para trás. 
E se não os vermos mais? E se não der tempo de voltar? E se...o medo também tem seu espaço na bagagem e é esta bagagem que levaremos e carregaremos vazias de ausência e cheias de esperança.



Boa noite Diário.



domingo, 12 de outubro de 2014

Anúncio feito. Da pior forma possível

(Momento desabafo)

Boa tarde Diário,
Gostaria de compartilhar com vocês o momento que estamos vivendo agora e talvez evitar que alguém não passe pelo mesmo.

Bem, vocês sabem que sou professora e durante todo o meu processo não contei a ninguém na escola, assim como a maioria faz, não conta no seu ambiente de trabalho.

Ano passado resolvi contar à direção da possibilidade da minha saída e contei para minhas três coordenadoras, isso porque irei tentar fazer um acordo para resgatar meu FGTS e por ai vai.

Muito bem, sexta foi um dia festivo em comemoração ao dia das crianças e eu apresentava uma peça de teatro, quando a coordenadora de eventos anunciou a minha saída da escola dizendo que, ano q vem eu iria embora morar no Canadá, assim...na lata...diante de TODAS AS CRIANÇAS e professores, também estavam alguns pais e as duas outras coordenadoras. 

Imaginem só a minha reação e a minha cara. O_O

Todos estavam perplexos, inclusive as duas outras coordenadoras, professores me fitando nos olhos perguntando se tudo aquilo era verdade, todas as crianças gritando: "Não tia, não vai", repetidas vezes, com muitas delas chorando, tudo isso enquanto estava sozinha em cima do palco, em estado de choque!

Minutos depois descobri que nada disso havia sido combinado, apenas uma das coordenadoras, também minha "amiga", decidiu fazer uma "homenagem", sendo absolutamente inconsequente, e antiprofissional, pois não se anuncia a saída de um professor antes de dezembro, causando assim, um grande transtorno profissional e muitas consequências.

Meu marido e eu havíamos combinado de contar para o restante da família no natal e já estava marcada a reunião com os professores em dezembro, mas agora não há nada pra fazer. Infelizmente no teatro da escola tinham alunos que pertencem a igreja que faço parte e lá também não havia contado nada.

Enfim, o que aprendemos com isso tudo? Não confie a NINGUÉM os seus segredos, por mais amigo, por mais leal ou profissional ele te pareça, este alguém também pode errar feio com você e te expor a uma situação como está. 

Estamos perplexos, tristes e arretados. Não consegui dormir este fim de semana em meio a muitos pesadelos. Fica a lição, se você não quer que ninguém saiba, não conte a NINGUÉM!

Agora terei que administrar a situação, com professores o tempo todo perguntando; "E ai, quando vai?", " Você vai mesmo?", "Vai fazer o que lá?", "Já tem trabalho?". Com os pais perguntando; "Quem vai ficar no seu lugar?" E principalmente com as crianças chorando e me pedindo pra ficar. Teremos que lidar com a minha família preocupada antes da hora e com a minha igreja fazendo mil perguntas.

Amanha terei que correr na direção e anunciar oficialmente a minha saída e adiantar o anúncio para a família, pois na escola tenho alunos primos :/

E você já passou por algo parecido? Espero que não, pois tem sido terrível pra nós.

domingo, 31 de agosto de 2014

Mudança de planos

Bom dia querido Diário,

Quase um mês sem postar nada....e a vida uma correria só.
No mês de junho postei dizendo que meu marido iria participar do Recrutamento profissional virtual de Québec, mas muitas coisas aconteceram e nos fizeram mudar de planos, e posso dizer que de forma decisiva. 

A primeira delas, com relação a decisão de participar do Recrutamento. 
Sabíamos da probabilidade de convocarem meu marido para a seleção, já que ele participaria pela segunda vez, com o francês melhor, com mais um diploma nas mãos (o terceiro até o momento), com 19 anos de experiência na área de T.I. e visto de imigrante nas mãos, ou seja, havia uma grande chance dele ser convocado, e a grande pergunta se instalou em nossas mentes, "Estamos prontos para irmos para o Canadá ainda este ano?"

No mês de julho, viajamos para uma praia em Maceió paradisíaca chamada Japaratinga, somente ele e eu, uma espécie de retiro para pensarmos e orarmos a respeito. Quando pensávamos em chegar ao Canadá ainda em 2014, não sentíamos paz alguma, então decidimos não ir este ano.

Os motivos pelos quais nos fizeram recuar foram inúmeros, e estão relacionados a família, saúde, projetos no trabalho e a situação financeira.

Desejamos nos despedir e preparar melhor a nossa família para a viagem. Estamos numa rotina de exames médicos e check-up para chegarmos zerados em Québec. Com relação ao trabalho, tanto eu quanto ele, temos projetos que gostaríamos de concluir, e eu, especialmente, estou substituindo um professor que teve um AVC, seria ele quem me substituiria, além disso, a questão financeira também nos fez recuar, queríamos tentar juntar mais recursos e vender o que temos com mais tranquilidade e isso não seria possível se fôssemos ainda este ano.

Mas a maior mudança foi em relação ao lugar que iremos morar, pelo menos nos primeiros meses.

Todos os que leem o Diário sabem que escolhemos Ville de Québec como nossa casa, foi o lugar que pesquisamos, estudamos e sonhamos durante anos, mas meu marido tem feito uma rede de contatos profissionais e recebido mais propostas de emprego para a Região de Montreal, e por isso resolvemos adotar como casa a cidade de Montreal. Não sabemos se isto será definitivo, mas temos namorado de longe  a Île de Soeurs, e estamos estudando onde ficar os primeiros dias.

Assim, foram estas as mudanças em nossos planos, não iremos este ano, a previsão de nossa chegada será mesmo na primeira semana de março de 2015, e não iremos direto para Ville de Québec e sim para Montreal. Agora é seguir com os planos com coragem e fé.



quinta-feira, 5 de junho de 2014

Eu vi um milagre acontecer


Mais um post desabafo...

Poderia alguém ter saído vivo de dentro deste carro?
Acredite, ontem vi um milagre acontecer. 

Minha amiga irmã Lídia, nasceu de novo. Com duas costelas quebradas, uma pequena fratura no maxilar, outra no nariz, um corte pequeno dentro da boca, alguns arraiões, hematomas e sentindo muita dor, encontrei um coração grato a Deus.

Ela estava com o carro parado no transito, quando o motorista do ônibus, que vinha em alta velocidade numa curva, não conseguiu frear e a imprensou contra o carro pipa, ficando intacto (por uma milagre) apenas a sua cadeira.
Absoluta imprudência do motorista!

Este acidente aconteceu um dia depois do resultado de uma pesquisa que mostra a sua frota atual, sendo 645.045 veículos, número que é quase o dobro de uma década atrás. Em 2014, até abril, começaram a circular pelas ruas da capital 5.766 carros novos, ou seja, 1.441 por mês, 48 por dia.

Este ano fiz Auto Escola, passei pelas aulas, testes e agora na reta final, decidi, NÃO QUERO DIRIGIR NESTA CIDADE! O acidente com a minha amiga, que sempre foi muito prudente, foi a gota d'água pra mim. 

Não aguento mais o trânsito em Recife e com ele a falta de educação, a arrogância dos motoristas, a violência, os acidentes, os buracos, os muitos sinais quebrados, a fábrica de multas, a falta de mobilidade, o buzinaço, os assaltos nas vias de transito...

Agradeço a Deus por não ter ido a um enterro hoje, e por ter a oportunidade de viver em um país mais civilizado dando adeus a tudo isso.

Reportagem que saiu na TV,assista e surpreenda-se com o milagre!


sábado, 31 de maio de 2014

Página em branco

Boa tarde querido Diário,

Já faz três meses que recebemos os nossos passaportes e ainda não escrevi acerca de nossos planos, então post longo...

Como vocês já sabem, estendemos o nosso prazo dos exames para ganharmos mais tempo na validade do visto, mas ainda não era o mês que gostaríamos. Se chegarmos no início de março, ainda pegaremos um pouco do inverno e não era este o esperado, desejávamos o mês de Maio de 2015, mas aprouve ao Consulado nos felicitar com os vistos, e não estou reclamando por isso.

No entanto, ainda estudamos a possibilidade de irmos este ano, talvez entre Setembro e Outubro no máximo, e/ou quem sabe, no Recrutamento em Agosto,  mas muita água ainda deve rolar embaixo da ponte. 

Pendencias no trabalho, ajustes na saúde, família, financeiro, são muitos detalhes que nos obriga a pensar e repensar o melhor momento de irmos, afinal, não basta enchermos quatro malas e nos debandarmos pra lá, bem, pelo menos pra nós.

No trabalho todas as minhas coordenadoras e direção da escola já foram informados dos nossos vistos, e aguardam somente o momento em que avisarei a data de partida, porém não é tão simples, arrumar um professor no meio do ano e com especialização em Arte educação é quase impossível, e isso é uma das minhas inquietudes, no trabalho do meu esposo, também não é fácil encontrar alguém que abrace tudo o que ele gerenciava com suas especialidades e experiência, afinal foram 18 anos nesta empresa e pra ele, talvez seja mais difícil, apesar do seu patrão estar receoso, sabe que será inevitável.

As vezes pensamos ser insubstituíveis, quando na verdade somos apenas diferentes, o que não significa que outro não possa fazer o nosso trabalho. Sempre existirá alguém para te substituir, no entanto, nunca fará igual a você, simplesmente porque são diferentes e nisto está a beleza das coisas, a diversidade criativa.

Temos pendencias na saúde, que já começamos a cuidar, nada de grave, mas sabemos que de cara enfrentaremos um seguro e o sistema de saúde de lá, e queremos estar preparados para qualquer eventualidade (já começamos com muita vitamina C, rsrsrsrs)

Existe outras questões que todo imigrante precisa resolver antes de sua partida como, transferência de dinheiro (escolher um  banco no Canadá), definir a cidade/bairro onde quer morar, e onde ficará os primeiros dias, deixar ou não um plano de saúde no Brasil, quitar contas e cancelar cartões, escolher o que vender, quanto vai pedir e se desfazer do que escolheu, preparar a família e amigos para a partida (a maioria dos meus amigos de trabalho e uma parte da família ainda não sabe), definir uma data, comprar as passagens....é o tal do desapego.

Sentimos como se estivéssemos escrevendo em uma folha em branco, em um novo caderno, com lápis novos tudo cheirando a novo, num misto de coragem e cautela ao mesmo tempo, mas certos que no fim, a história será linda e vibrante, assim como nos bons livros, recheados de aventura, um pouco de drama, uma pitada de suspense, e muita comédia, porque queremos ser felizes e vocês?

 "O coração do homem traça o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos" Pv 16:9.

domingo, 18 de maio de 2014

O que está acontecendo no Brasil II

Eu fico pensando...qual é o problema em nosso país? 

Nós temos um país lindo em paisagens naturais, rico em terras, onde se planta de tudo e em qualquer época do ano, temos petróleo, variadas espécies de plantas e animais, um clima legal, não sofremos com vulcões, ou terremotos severos...um lugar de fato "abençoado por Deus e bonito por natureza".

Mas por que as coisas são tão difíceis de dar certo por aqui?


Gosto de história, minha mãe é professora de história e sociologia, e cheguei a pensar que a problema estava em nossas origens colonizadoras. Por que os portugueses expulsaram os holandeses? E os judeus? Ah, se tivéssemos sidos colonizados por holandeses...e se os judeus tivessem permanecido, não teriam ido embora e fundado o que chamamos hoje de Nova Iorque, no entanto, tantos outros países cruelmente massacrados por seus colonos, hoje são referencias de educação.

Depois da greve da PM aqui em Recife, tenho certeza que o problema é o nosso povo.
Quem esteve ligado nos noticiários, viu o próprio povo saqueando lojas, supermercados e até caminhões dos Correios.

Meu marido e eu, ficamos perplexos diante de tanta miséria e falta de educação. Foi algo absolutamente primitivo. Velhos, mulheres, crianças, roubando em plena luz do dia, diante de câmeras e pessoas por todo lado. Ali não havia vergonha, nem pudor, e quem dirá educação.

No dia da greve, o carro de uma amiga foi cercado por sete moleques, o carro de uma professora foi apedrejado, uma pessoa foi baleada e cai caiu morta aos pés de uma das disciplinadoras do colégio (ela chegou em prantos) sem falar na invasão de pais desesperados na minha sala de aula, para pegar os seus filhos que calmamente faziam prova, e por mais que pedisse calma, eles arrastavam seus filhos alegando falta de segurança nas ruas de Recife, um verdadeiro caos.

Senti medo, muito medo e mais do que isso...vergonha.

   




domingo, 13 de abril de 2014

O que está acontecendo no Brasil?!

Pintei a cara e fui pra rua em  Junho de 2013
Ontem a noite presenciei um assalto em frente ao prédio onde moramos, aqui em Recife no Bairro das Graças.
Foi terrível ouvir os gritos e a violênica dos ladrões contra um grupo de quatro pessoas que passavam na rua. 
Momentos de muita tensão e indignação ao perceber que mais uma vez a violência bate em nossa porta.

Há algum tempo escrevi aqui que meu pai havia sido assaltado e feito refém por assaltantes. Foi terrível! Até hoje ele faz tratamento para a Síndrome do Pânico.


Faltando pouco para adquirir a permissão de morar em outro país, fico aqui pensando o que será do Brasil no futuro.

Gente, a coisa tá feia e pegando fogo literalmente, em ônibus, metrôs e ruas de nosso país.
Não sou contra manifestações políticas ou sociais, eu mesma já pintei a cara e fui pra rua protestar pacificamente contra a corrupção e todas as mazelas em nosso país, mas sinto que o governo em todos os âmbitos estão perdendo o controle sobre a sociedade. 
Alguns fazem justiça com as próprias mãos, outros querem impeachment da presidente e existe até os que clamam pela volta da ditadura. Hoje os valores invertem, polícia é chamado de ladrão e ladrão defendido pelos direitos humanos.

Recentemente assisti a um telejornal, destes sensacionalistas, que mostrava o assassinato de um jovem que trabalhava limpando uma lotérica e foi morto porque não abriu a porta para os desgraçados, que antes de matá-lo a sangue frio, o espancou enquanto implorava pela vida.

 http://noticias.r7.com/distrito-federal/faxineiro-e-morto-com-tiro-na-cabeca-enquanto-trabalhava-12042014
Gente, chorei pelo rapaz que não conhecia e por toda violência que tenho presenciado em nosso país, chorei porque não poderei levar na mala os meus pais e meus irmãos, chorei por não ter mais esperança no Brasil.

A corrupção aumentou e junto a impunidade, os assaltos aumentaram e o número de homicídios e latrocínios também, a falta de respeito e educação toma conta das avenidas e do trânsito em nossas cidades. Cresce a falta de esperança, fé e amor entre as pessoas.

Já disse que sou professora e como educadora tenho feito minha parte, mas as vezes me pego pensando enquanto observo meus alunos; "Meu Deus, são eles que governarão o meu país". A impressão que tenho é que nossa terra está contaminada com um vírus que vai destruindo aos poucos. O medo corroi nossos corações.

O que está acontecendo em nosso país?! Será que é uma impressão só minha?!

Perdoem a minha falta de fé...

quinta-feira, 27 de março de 2014

Duas semanas depois...

...E nenhuma novidade!

Gostaria de chegar aqui e escrever sobre um e-mail animador, ou um telefone e informação esclarecedora, mas não, infelizmente a Lei de Murphy nos rodeia.

Onde parei mesmo? Ah, esperávamos por notícias sobre os nossos exames médicos...

Tudo começou quando decidimos adiar mais um pouco o nosso prazo para a realização dos exames. Protelamos até uma semana antes do prazo limite.

Fizemos os exames, marcamos a consulta, comparecemos, todos os exames realizados, cara de bonzinhos e mais pobres também...e seguimos com a vida.

Alertamos ao médico do nosso prazo limite, ele sorriu e balançou a cabeça como se dissesse: "Fica tranquilo, resolvo logo, tá de boa, relaxa".

Até que alguém nos alertou: "Vocês já viram o e-cas hoje?"  Tá, era tudo o que precisávamos para surtar. Nada constava, os nossos exames não foram enviados, e agora o problema era a data limite, 20 de Março.

Depois de centenas de atualizações de páginas no site do CIC e pensamentos conspiratórios, ligamos pro consulado, doce ilusão (...) Maura estava de férias e alguém disse que somente os meus exames de urina e sangue chegaram por lá. Nada dos exames do meu marido e nem dos raio X, e pior que isto foi a informação seguinte - ela não sabia informar se teríamos problema caso os exames não chegassem até a data limite, "ligue daqui a duas semanas senhorerererere", e ai a saga começou, ligações para o consultório, informações desencontradas, a falta do médico no consultório, enquanto esperávamos as duas semanas passar.

Finalmente, duas semanas depois, ligamos pro consulado: "Senhor não posso informar sobre seus exames, nada consta em nosso sistema, é normal a demora, espere mais 21 dias, obrigada"

Oi?! 21 dias?!?!?! Como assim?!?!?! Maura onde está você minha filha, aparece em nome de Jesus!!!

Respiramos fundo e quer saber? Não quero saber. 
Vai te lascar tenho mais o que fazer na vida, o que tem que ser será e pronto, to de saco cheio minha gente, já deu pra nós.
Primeiro, foi uma espera de um ano de cinco meses por uma entrevista, depois foi o cartão clonado no Processo Federal e toda aquela agonia, e agora isso, só falta um extravio de passaportes já pensou? Aff, Tá amarrado!

Só queríamos saber se nossos exames chegaram no prazo esperado e caso não tenha chegado no prazo limite se teremos problema, ERA SÓ ISSO! Nós nem desejamos viajar esse ano, então o problema não é que queremos os passaportes com urgência, a questão é se está tudo certo com nossos exames, será que estou pedindo muito?

E a saga continua...

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Fake - Revista francesa resume o Brasil em todos os sentidos

Boa noite Diário,

Uma notícia está rolando no Facebook e traz o seguinte título: "REVISTA FRANCESA, RESUME O BRASIL EM TODOS OS SENTIDO", mas é um fake, eu explico.

Na verdade a revista "France Football" , traz uma reportagem a respeito da Copa em nosso país, e o texto que é mostrado e compartilhado no Face, não é fiel ao original.

No entanto, o autor do texto (seja lá quem for) falou alguma mentira?!?! 
Ok, eu sei que existe por aí uma "teoria da conspiração" de que querem destruir com a imagem de nosso país no exterior, por interesses políticos e/ou econômicos, outros acreditam que é puro exagero, que não existe lugar perfeito e blá, blá, blá...Enfim, não quero defender idéia alguma, o fato é que não estamos satisfeitos com muita coisa no Brasil, e são esses os motivos que levamos para a nossa entrevista na obtenção do nosso CSQ, quando Daniel Leblanc nos perguntou o porquê decidimos imigrar para Québec, foi nesse momento que lembramos do que nos deixava insatisfeitos em nosso país.

Li tooooooodo o texto, bastante extenso e achei uma boa crítica que vale ser lida e compartilhada, mesmo que se diga que foi a "Revista France Football", que escreveu, rsrsrsrs.

Segue as fontes:
Notícia que estão compartilhando no Facebook:

Capa da revista francesa:


Texto original em francês:

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O fim de 2013

Caríssimos leitores do Diário,

Depois de quatro meses....
Estou com saudades de escrever e ler mais comentários por aqui e por isso quero compartilhar com vocês a quantas anda o nosso processo e o que temos feito da vida enquanto isso.

Recaptulando, entramos nesse processo pesquisando e investindo em nosso francês desde 2009.

Estudamos, juntamos dinheiro, documentos e mandamos para o BIQ em junho de 2011. Fomos convocados para a entrevista em Salvador, e entrevistados por Daniel Le Blanc em Novembro de 2012.

Entramos no Processo Federal em Dezembro do mesmo ano, mas nosso cartão foi clonado e tivemos um  atraso de dois meses, e finalmente nosso processo no Federal foi iniciado em Março de 2013.

Diante disso, temos agora nove meses de Federal, aguardando os pedidos de exames médicos e passaportes, nenhuma novidade, nem e-mail, telefonema ou sinal de fumaça, mas...enquanto isso....

Vamos levando a vida e simplesmente vivendo um dia após o outro.

Nos mudamos para um apartamento maior, estamos trabalhando mais e tentando economizar mais. Em julho, viajamos para o Chile e Argentina e finalmente tivemos nosso primeiro contato com a neve, foi tranquilo, gostamos muito.
Estamos de férias do francês há três meses e voltaremos em Janeiro. Também pretendemos começar a francisação próximo ano.

Bem, amigos, esperamos de verdade, alguma novidade para 2014 e muito sucesso para todos!

Até 2014 e que venha cheio de CSQs em casa, Combos e muitas passagens aéreas com destino ao Canadá.






quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Fomos vítimas de um estelionatário, e agora?

 
Sim meus amigos, fomos vítimas de um estelionatário.
Tivemos o nosso Cartão Itaú Card clonado mais uma vez!
 
 
Esta já é a segunda vez que clonam o nosso cartão.
Na primeira vez utilizaram para comprar passagens de avião e hospedagem em hotéis pela Espanha e França, e desta vez também compraram uma passagem pela TAM, to começando a desconfiar que este ladrão gosta de viajar.
 
A primeira vez, só descobrimos quinze dias depois da clonagem e nunca descobrimos como o fizeram. Cancelamos o cartão, estornaram o valor e ficou resolvido. Chegou um novo cartão em nossa casa e pronto.

Desta vez, aconteceu por telefone, antes que você comece a achar que fomos bobos por cairmos  no velho golpe, este não foi comum ao que estamos acostumados a ouvir por aí.

O cara que  ligou conhecia todos os dados do meu marido, como nome completo, endereço, data de nascimento, a bandeira do cartão e se passou pela operadora do cartão de crédito, sob o argumento que a editora Globo estava tentando debitar em nosso cartão um valor e se ele autorizava, detalhe; nós realmente estamos brigando com esta editora que pare de nos mandar revistas e debitar em nosso cartão, já cancelamos diversas vezes sem sermos atendidos.

O que ele queria? Confirmar o número do cartão. O pobre do meu marido que estava em meio a uma reunião importante do trabalho, doido pra se livrar daquele cara e bastante chateado com a editora, confirmou o número do cartão para evitar a renovação da assinatura das revistas.

Antes que terminasse a ligação, o "safado" pediu a senha e aí, a ficha caiu. Meu marido disse que não concederia a senha e desligou. Desconfiado pediu que eu ligasse para a operadora do cartão e confirmasse o número de protocolo que o "safado" deu, sim ele ainda deu um número de protocolo.

Liguei, falei o número de protocolo e nenhum registro, entrei imediatamente no site do cartão e vi o valor da fatura do próximo mês e infelizmente confirmamos a fraude. O "safado" já havia feito uma compra pela TAM no valor de 1.875 Reais.

Ligamos mais uma vez para a operadora para resolvermos a nossa situação. A única saída seria cancelarmos o cartão. Fomos a delegacia de estelionato e abrimos um B.O., porque o "safado" tem todos os dados do meu marido, inclusive o seu CPF, daí, sei lá né, vai que acontece alguma besteira, estaremos resguardados. 

Consequências...

O cartão que utilizamos para o Processo federal foi EXATAMENTE este, o clonado.
Não havia mais o que fazer, cancelamos o cartão, portanto, o consulado não terá como debitar o valor de 1.100 dólares.

Ligamos para Maura em SP para nos orientar, pensamos em mandar somente o formulário com o número do cartão e uma carta explicando o acontecido, pensamos em enviar por fax, e-mail, telefone, enfim, pensamos em tudo e em todos os recursos possíveis e não teve jeito, Maura falou que não havia nada o que pudéssemos fazer, porque o consulado analisa os documentos por bloco, ou seja, todos as informações juntas e não isoladas.

E agora? Esperar que os documentos retornem para enviarmos o número de um novo cartão.

A lição que tiramos, além de nos sentir impotentes e burros, foi desligar o telefone sempre que essa galera de telemarketing (seja lá quem representem) ligar, e se possível retornar com a ligação.

Acreditamos que a um tempo certo para tudo e todas as coisas, e não vamos pirar por causa disso.
Já esperamos 17 meses só pela entrevista e estamos dispostos a esperar o tempo que for necessário até chegarmos lá.

Como consta nos correios, os nossos documentos chegaram no dia 26 de dezembro de 2012 e vamos aguardar pra ver o que acontece.

Já pensou gente? Que coisa chata isso...Mas C'est la vie.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

E a convocação para a entrevista este ano?


Caros amigos do Diário,

Como vocês já sabem, faz mais de um ano que aguardamos a entrevista. Nenhum comunicado, aviso, e-mail, nada, simplesmente nada. Também não soube de ninguém que fora convocado para o segundo semestre, se existe alguém por favor me avise.

Nós realmente desejamos que esta entrevista ocorra até o fim do ano. Não aguentamos mais esta espera.
É como olhar para o caminho e só vislumbrar um pequeno trecho sem poder alcançar.

Eu já sei que paciência é o "mantra" desse processo, mas não me importaria de esperar se já estivesse com o CSQ (Certificado de Seleção do Québec), o fato de ainda não possuí-lo, traz uma certa insegurança, ou sensação de que existe a possibilidade de não conseguirmos...sei que estou sendo um pouco pessimista, e não costumo ser, mas desde que voltamos de Paris, e pudemos viver um pouquinho de um mundo diferente, fica cada vez mais difícil aceitar a realidade nesse país e  particularmente hoje, desejei estar bem longe e poder começar o que a muito tempo sonho, uma nova vida no Canadá.

Vanishing I por Joel Tjintjelaar em Flickr

Hoje irei para a palestra do BIQ na UFPE, e sinceramente aguardo ouvir boas notícias e contá-las por aqui.















quarta-feira, 13 de junho de 2012

Parabéns?! Um ano de Processo Provincial.

 
Parece mentira, mas não é?!

Hoje faz um ano que enviamos os nossos documentos para o Processo provincial e estamos aguardando a entrevista.
Cansados? Desmotivados? De saco cheio? Sim.
Nós estamos assim...entediados.

Não fazemos outra coisa senão esperar e esperar.
Pegamos o pior momento desse Processo de imigração.

O tempo máximo para convocação era de sete meses. Nunca vi ou li sobre alguém que tenha esperado mais de um ano apenas pela entrevista.



A verdade é que simplesmente paramos de pensar nisso e pior estamos tão morgados com todo o processo que também paramos de estudar francês, estamos dando uma folga para os nossos bolsinhos. É, eu sei que não devemos parar, mas pretendemos voltar, quando a motivação chegar novamente...Não vamos desistir não tá. Só estamos assim, em Stand by.

Enquanto isso continuamos SOBREVIVENDO e crentes que existe um tempo para todas as coisas, né?!

(...) Mais um desabafo.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Tempo, tempo, tempo...

Fora os defeitos do blogger, tem novidades para a galerinha da Etapa Federal que enviaram os documentos em Novembro  2010.

Todos os que enviaram a documentação e está com todos os docs atualizados já estão recebendo o tão desejado 'COMBO', os pedidos de exames médicos junto com o pedido dos passaportes.
Parabéns a esta galera e vão em frente, ou melhor para o alto e avante!!!!


Para aqueles que ainda estão na etapa provincial aguardando pacientemente pela convocação, para os que estão na Etapa Federal esperando o COMBO ou mesmo aqueles enviarão os seus docs, resta-nos cantar "Oração ao tempo". 
Fica aí o vídeo e esta música, que de vez em quando me pego cantarolando-a.



Segue a letra

Oração ao tempo 
Maria Gadu 
Composição Caetano Veloso

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...

O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ah, se arrependimento matasse...Expectativas do Processo Québec

Ah, se arrependimento matasse...

O Processo de imigração por Québec está cada vez mais enrolado, complicado e misterioso.

Não temos informação concreta e definitiva acerca das etapas e prazos que soma-se a muitas outras informações terroristas desencontradas em sites de notíciais, jornais canadenses, blogs e fóruns, com isso posso afirmar que este Processo é uma icógnita, fala-se inclusive de descartar processos mais antigos para dar prioridade aos mais novos.

Diante disso, me arrependo profundamente de ter comentado com algumas poucas pessoas sobre a nossa intenção de imigrar.
Para quantas pessoas você já falou sobre a sua intenção de imigrar?
 
A verdade é que só divulgamos para os nossos pais e irmãos e alguns poucos amigos, também falamos com os nossos patrões, porque precisávamos de uma carta de recomendação e aí não teve jeito.

Os nossos pais foram informados e com um pouco de resistência engoliram a história, nossos irmãos desconfiados, não acreditaram muito na idéia. Nossos primos e tios não foram comunicados, ou seja ninguém sabe além dos nossos pais e irmãos na família (e olha que a nossa família é bem grande).

Com relação ao trabalho, foi tranquilo para nós dois. Eu sou professora e minha diretora aceitou tranquila e só me pediu que avisassse quando tudo estivesse mais encaminhado. O patrão do meu marido depois de um susto, entendeu numa boa e pediu que o deixasse a par do processo.

Aos "amigos", contamos para poucos, posso contar nos dedos os que sabem e para nossa surpresa descobrimos quem de fato era amigo e colega apenas. Encontramos resistencia em alguns, incredulidade em outros, felicidade em poucos.

Enfim, nossos pais não tocam no assunto por medo de ouvirem um adeus repentino,  nossos irmãos (total de 5) perguntam sempre: "E aí, quando vocês vão embora?" Nossos chefes nos olham desconfiados achando provavelmente que somos uns bobos sonhadores, nossos amigos perguntam se vamos esperar para termos um filho no Canadá (...)

Pois é amigos, se arrependimento matasse, já estaria enterrada, cremada provavelmente.
Me arrependo sim de ter contado para os nossos "amigos" e para os nossos pais e irmãos, quanto aos nossos patrões, não tinha jeito mesmo, mas bem que eu poderia ter falado de um jeito mais desesperançoso, do tipo: " É algo que não sabemos se dará certo, provavelmente nem iremos, ou é quase impossível", pois assim não criaria expectativas no coração de ninguém, nem teríamos que estar no justificando a cada pergunta ou olhar desconfiado.

Fica então a deixa para os que estão no início do processo ou mesmo aqueles que estão no processo federal aguardando exames médicos e o visto, NÃO COMENTE NADA SOBRE O SEU PROCESSO, e não é por medo de olho grande não tá, mas o mais sábio é aquele que ouve e não o que muito fala.... (Tiago 1:19).

Falo isso pra que você, assim como eu, não se arrependa depois.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Relato: "10 anos de Canadá"

Segue abaixo o relato de Rodrigo Araújo que mora em Ottawa, Canadá, desde Janeiro de 2002. 

10 anos de Canadá.
Postado em 27 fevereiro 2012. Autor(a): Rodrigo Araújo

"Desde que aceitei o desafio de escrever para o Canadá.sairdobrasil tento adotar um estilo neutro em meus artigos. Nunca fui o personagem principal nas matérias publicadas. Evito ao máximo levar a minha impressão pessoal ou expor minhas opiniões e sempre obtive exemplos concretos como base, assim como dados de pesquisas ou algum tipo de referencia.

Entretanto, seguindo vários pedidos de amigos próximos, decidi fazer uma matéria onde eu fosse o protagonista e passar um pouco da minha experiência. Afinal de contas, no último dia 25 de janeiro, completaram 10 anos que estou no Canadá.

Bom, definitivamente o inverno canadense não foi o motivo da minha escolha. De fato o Canadá foi uma alternativa de sair do Brasil. Muita coisa mudou para melhor no nosso país, mas outras muitas continuam do mesmo jeito ou até piores. Hoje o Brasil é respeitado no exterior, tem uma boa política internacional, passou a ser credor ao invés de devedor e a economia está num bom caminho. Porém, tanto na atualidade como há 10 anos, o país sofre com uma péssima distribuição de renda, não há leis sérias e a violência impera em todos os aspectos da sociedade, além da corrupção em altíssima escala. 
Portanto, os motivos que fizeram eu sair do Brasil não foram tão diferentes das outras pessoas, entre eles, obter melhores oportunidades de trabalho, ter qualidade de vida, ser respeitado como cidadão e viver numa sociedade ajustada, além de escapar da violência e do constante sentimento de insegurança.

Uma das primeiras coisas que aprendi nesta jornada é que não existe o paraíso. Eu achava que o encontraria no Canadá, pois era o que quase todos os textos, artigos e matérias focavam. Diferentemente do Brasil, o Canadá faz uma excelente propaganda de si no exterior. O que se encontra são praticamente coisas boas e que tudo vai ser fácil. Porém, a realidade se mostra o contrário. Outra coisa que percebi foi que o Brasil não é o inferno na Terra, como eu imaginava. Conheci aqui muita gente que não teve escolha: ou saia do país ou morria. Para se ter uma idéia, o Canadá recebe cerca de 10 a 12 mil refugiados por ano. Isso significa que o país absorve 1 a cada 10 refugiados no mundo.

Uma coisa extremamente importante na adaptação de qualquer pessoa ao novo país é tentar evitar a comparação. Nenhum lugar é igual ao outro e cada um possui a sua própria identidade. Diferenças entre países são comparáveis às diferenças das próprias pessoas: cada um tem a sua personalidade, qualidade, defeito, cultura e religião, entre muitas outras coisas.

O Canadá, por exemplo, é fascinado pelo hóquei no gelo, enquanto o rúgbi é idolatrado na Nova Zelândia e o críquete é a preferência na Índia. Então eu sempre digo aos novos imigrantes que o Canadá não é melhor que o Brasil ou vice-versa, mas que cada um tem sua particularidade e que somente a experiência de vida de cada um vai dizer que um é melhor do que o outro. No atual momento o Canadá é melhor pra mim e para a minha família, mas certamente o Brasil é melhor para outras muitas pessoas que não tem a menor vontade de morar fora, imigrar ou deixar a sua pátria.

Como já mencionei em outros artigos, o Canadá não é para todos e a adaptação pode ser muito difícil se a pessoa ou a família não estiver preparada. Eu sempre sugiro a quem esteja interessado que procure se informar bastante antes de tomar uma decisão, pois uma possível decepção pode ser expressiva. Ler os sites do governo, entrar em blogs e sites direcionados a imigrantes, além de fazer contato com quem já está aqui podem ser boas iniciativas para a pessoa colecionar informações antes da conclusão final.

Hoje em dia há inúmeros blogs e sites como o Canadá.sairdobrasil. O que existia há 10 anos era um fórum, pelo Yahoo, com 300 membros onde trocávamos informações sobre processo de imigração, vida de estudante e dicas gerais sobre cultura, diferenças e o que trazer, entre outras.

Mas o que pode dar errado? Leia mais aqui.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Brasil ainda vale a pena?


Imigrar todo mundo sabe que não é fácil e nem barato.

Deixar a família, os amigos, o conforto da sua casa, seu emprego, vender tudo e resumir toda a sua vida em quatro malas é algo realmente desafiador, mas lendo tantos blogs e diários alheios percebo que mesmo diante de muitas dificuldades financeiras,emocionais e psicológicas, mesmo com a economia crescendo e com mais oportunidade de emprego, retornar ao Brasil ainda não é a opção da maioria.


Seja no inverno atolado na neve ou a quilometros de saudade da família, a esperança perdura nestes imigrantes brasileiros, e por que será?

Será que voltar ao Brasil ainda vale a pena?

Eu ainda não cheguei no Canadá, tampouco passei pelas dificuldades que tantos outros passaram, mas falo do que não suporto mais neste país.

Noticiários de corrupção, assaltos cada vez mais audaciosos, burocracia que mata, centenas que morrem todo ano e carros que boiam nas cidades devido a chuva, fraudes, leis que só servem pra pobre, impunidade, professores desvalorizados e educação surreal, flanelinha, trânsito infernal, buracos nas ruas (tenho todos mapeados), plano de saúde caro, programas de tv e novelas (especialmente as globais), abuso de autoridade, jovens alienados politicamente, a música "aí se eu te pego", impostos altos sem retorno do governo, insegurança em cada esquina, banco e qualquer outro estabelecimento comercial (restaurantes, por exemplo), falsos anuncios de promoção que funcionam como "pega o besta", transporte público decadente, falta de educação, respeito e cidadania de muita gente (...)

Seguem dois relatos de pessoas que podem responder a esta pergunta.

"A mente prega peças

Imigrar não e fácil, todo mundo sabe, mas por outro lado se iludir e bem facinho. Recentemente nos passamos por um momento muito ruim por conta de uma ilusão. Mais precisamente um problema pessoal. Eu explico.

Eu, Gilberto, sempre fui muito critico em relação a tudo. Critico em relação as pessoas, ao Brasil, ao trabalho e também critico de mim mesmo. Por insatisfação minha com o Brasil nos acabamos imigrando, primeiro para a Austrália e depois para o Canadá.

Também por insatisfação eu tenho “pulado” de empresa para empresa. Na minha cabeça era tudo culpa do Brasil, da empresa, do gerente, do cliente, etc. Agora, depois de ter trabalhado 10 anos com engenharia civil (no Brasil, na Austrália e no Canadá) eu sou obrigado a reconhecer que o problema e na verdade MEU.

Se fosse só isso estaria tudo bem, porem eu coloquei na minha cabeça que eu não conseguiria ser feliz profissionalmente no Canadá e que teria que voltar para o Brasil para resolver esse problema. Mas desta vez seria diferente, seria para o Sul do Brasil, para uma cidade com qualidade de vida, como Curitiba, e tudo se resolveria..."
  
Leia mais...aqui. 

Por que é tão difícil ter vontade de voltar a viver no Brasil?

Depois de duas semanas lendo sobre o porquê dos meus companheiros do Brasil com Z  não quererem mais voltar a viver no Brasil, decidi escrever meu texto. Em 2009 já havíamos feito uma ronda sobre “voltar ou não voltar” entre os colaboradores deste blog coletivo de expatriad@s que vivem nos mais diversos cantos do mundo… os tempos eram outros, o pessoal também, mas quem quiser conferir pode clicar aqui. Inclusive eu dei minha opinião sobre a volta e decidir escrever de novo não porque tenha mudado de ideia, mas sim porque ampliei um pouco meu pensamento.

Não vou enumerar aqui a quantidade de problemas, principalmente sociais, ambientais e econômicos que existem no Brasil, uma porque depois dessa série de posts não vale a pena repetir, outra, porque todo mundo está careca de saber que no nosso país falta segurança, falta educação e saúde pública, falta tolerância, falta tanta coisa e sobra outras mais, como desigualdades, exclusões, injustiças...

Leia mais...aqui.

Linda Québec! E o Hotel Château Frontenac