Boa noite Diário,
Ainda falando sobre a nossa primeira semana, posso dizer que foi intensa e produtiva.
Contei no post passado que já fomos ao Assurance Maladie, já estamos com o nosso número do NAS e já nos inscrevemos na biblioteca e na Francisação.
| Local onde nos inscrevemos para Francisação |
Em menos de quatro dias, uma senhora nos ligou para agendar nossas avaliações, então deveríamos comparecer no horário marcado com antecedência. Esperávamos uma carta mas como deixamos também o nosso número de telefone, o contato foi mais eficiente e rápido.
Fomos até o local da Francisação com meia hora de antecedência e logo fomos chamados, primeiro o meu marido e, dez minutos depois, eu.
Entramos numa sala onde haviam vários guichês com entrevistadores. Fomos chamados e cada um foi direcionado para um entrevistador. No meu caso foi uma moça muito simpática, ela começou a conversar comigo em francês fazendo primeiro perguntas básicas como; o meu nome, nacionalidade, idade e depois me perguntou sobre o que eu fazia no Brasil, por que escolhi Montreal e o bairro que eu morava atualmente. Perguntou o que fizemos durante a semana e o que estamos achando da cidade, enfim, foi um bate-papo descontraído. Algumas vezes não entendia o que ela dizia, mas logo repetia e com isso me deixou muito tranquila. A entrevista durou uns dez minutinhos e depois ela me encaminhou para uma outra sala na qual eu faria uma redação.
Entramos numa sala onde haviam vários guichês com entrevistadores. Fomos chamados e cada um foi direcionado para um entrevistador. No meu caso foi uma moça muito simpática, ela começou a conversar comigo em francês fazendo primeiro perguntas básicas como; o meu nome, nacionalidade, idade e depois me perguntou sobre o que eu fazia no Brasil, por que escolhi Montreal e o bairro que eu morava atualmente. Perguntou o que fizemos durante a semana e o que estamos achando da cidade, enfim, foi um bate-papo descontraído. Algumas vezes não entendia o que ela dizia, mas logo repetia e com isso me deixou muito tranquila. A entrevista durou uns dez minutinhos e depois ela me encaminhou para uma outra sala na qual eu faria uma redação.
A redação é feita em uma folha simples com quartorze linhas e com um tema. O meu tema era simples, eu precisava relatar uma situação em meu trabalho. O do meu marido também foi um tema na sua área, mas ele contou pelo menos umas vinte e cinco linhas. A redação deveria ser feita em dez minutos e foi o bastante.
Depois que terminamos voltamos para o guichê inicial com os nossos entrevistadores. Eles corrigiram o texto na nossa frente e nos explicaram em que nível ficaríamos e um provável lugar onde estudaremos, baseado na localização que moramos.
Meu marido ficou na turma avançada e eu intermediária, mas uma grande surpresa ainda estava para acontecer. Nós pedimos o curso de tempo integral, ou seja, seis horas por dia, de segunda a sexta. Para este grupo a data prevista para começar é dia 28 de abril, e por isso ficaríamos sem estudar até lá, maaaaas, fomos surpreendidos pelo entrevistador do meu marido que nos perguntou se desejávamos entrar provisoriamente na turma parcial, cujas aulas começarão dia 7 de abril, e claro, logo aceitamos.
No entanto, nós não receberemos nenhuma ajuda financeira por estarmos nesta turma, seria apenas para não ficarmos sem fazer nada até o dia 28 de abril e desenferrujar o nosso francês. Deste modo, começaremos numa turma de horário parcial e depois passaremos para a nossa turma de horário pleno e ai sim, receberemos ajuda financeira do governo.
Aaaaaaah, mas a grande surpresa foi o entrevistador nos surpreender falando perfeitamente português, isso mesmo! Ele é um canadense que estuda português e viajou ao Brasil, e adivinhem o lugar que ele visitou? ...Recife! A minha cidade natal! Perfeito!
Ainda sobre a Francisação de tempo pleno, receberemos uma carta que nos informará a escola e o local onde estudaremos e outros detalhes sobre o curso. Não sabemos de quanto será a ajuda do governo e nem lembrei de perguntar, mas assim que soubermos informaremos para vocês.
Com relação a cidade, o que posso dizer a princípio é que estamos bem no coração de Montreal, uma região universitária e bem movimentada. Ainda tem neve pelas ruas apesar de alguns dias com temperaturas positivas.
A minha impressão inicial talvez decepcione alguns, mas não achei a cidade tão bonita, talvez seja por morarmos bem no centro, ou porque a neve e a lama ainda cobrem a cidade, ou até mesmo por não estarmos "turistando", então andamos pelos mesmo lugares.
No entanto, vejo muito lixo pelas ruas, especialmente bituca de cigarro e copos de café, pichação em alguns prédios e metrô, além de muitos moradores de rua.
Gente, na boa, nunca vi tantos pedintes de rua, inclusive fomos abordados por pelo menos uns quatro, e eles estão por toda parte, nas avenidas, nos metrôs e nos parques, mas a parte que mais detestei da cidade, sem dúvida, foi a quantidade de gente que fuma. Justamente por não poderem fumar dentro dos estabelecimentos eles ficam na rua fumando enquanto você passa e leva aquela baforada de cigarro na sua cara. Acho que temos sofrido mais com o cigarro do que com o frio em si, especialmente meu marido que é asmático. Cigarro foi a única coisa que detestei quando viajamos à Paris, será que é coisa de francófono?!
Estamos adorando o transporte público e super funciona, este merecerá um post à parte.
Com relação ao frio, estamos nos adaptando. A variação de temperatura é muito grande, de -14º até 8º, foi o que já pegamos por aqui e sabemos que isso não é nada comparado as baixas temperaturas no inverno. A neve derrete e deixa muita lama pelas ruas, bem chato de andar as vezes.
O frio em si não é tão difícil, até vir aquele vento da moléstia na sua cara. Temos sentido muito a baixa umidade do ar, hoje estava em 25% e meu nariz não aguenta. Meu nariz tem sangrado diariamente e dizem que é normal e que logo me acostumarei. Estou usando um gel hidratante e vamos comprar um umidificador, mas isso também é superável, eu espero.
Esta semana descobrimos que não vendem nebulizadores por aqui, então se você utiliza um no Brasil traga o seu na mala. Pediremos para uma amiga trazer para nós.
Já pegamos a nossa primeira tempestade de neve e só sofremos um pouco com o vento e a neve que caia direto no olho, mas já resolvemos o problema, comprando um casaco próprio para neve, com uma "frescurinha" no capuz que impede a ação do vento e da neve.

Ah, vale lembrar que estamos na época das promoções de inverno, então nossos casacos custaram cinquenta e setenta dólares e servirão para temperaturas de até -20°, para nós o bastante por enquanto.
| Antes da tempestade de neve |
| Depois da tempestade de neve |
A minha impressão inicial talvez decepcione alguns, mas não achei a cidade tão bonita, talvez seja por morarmos bem no centro, ou porque a neve e a lama ainda cobrem a cidade, ou até mesmo por não estarmos "turistando", então andamos pelos mesmo lugares.
No entanto, vejo muito lixo pelas ruas, especialmente bituca de cigarro e copos de café, pichação em alguns prédios e metrô, além de muitos moradores de rua.
Gente, na boa, nunca vi tantos pedintes de rua, inclusive fomos abordados por pelo menos uns quatro, e eles estão por toda parte, nas avenidas, nos metrôs e nos parques, mas a parte que mais detestei da cidade, sem dúvida, foi a quantidade de gente que fuma. Justamente por não poderem fumar dentro dos estabelecimentos eles ficam na rua fumando enquanto você passa e leva aquela baforada de cigarro na sua cara. Acho que temos sofrido mais com o cigarro do que com o frio em si, especialmente meu marido que é asmático. Cigarro foi a única coisa que detestei quando viajamos à Paris, será que é coisa de francófono?!
Estamos adorando o transporte público e super funciona, este merecerá um post à parte.
Com relação ao frio, estamos nos adaptando. A variação de temperatura é muito grande, de -14º até 8º, foi o que já pegamos por aqui e sabemos que isso não é nada comparado as baixas temperaturas no inverno. A neve derrete e deixa muita lama pelas ruas, bem chato de andar as vezes.
O frio em si não é tão difícil, até vir aquele vento da moléstia na sua cara. Temos sentido muito a baixa umidade do ar, hoje estava em 25% e meu nariz não aguenta. Meu nariz tem sangrado diariamente e dizem que é normal e que logo me acostumarei. Estou usando um gel hidratante e vamos comprar um umidificador, mas isso também é superável, eu espero.
Esta semana descobrimos que não vendem nebulizadores por aqui, então se você utiliza um no Brasil traga o seu na mala. Pediremos para uma amiga trazer para nós.
Já pegamos a nossa primeira tempestade de neve e só sofremos um pouco com o vento e a neve que caia direto no olho, mas já resolvemos o problema, comprando um casaco próprio para neve, com uma "frescurinha" no capuz que impede a ação do vento e da neve.

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| Exatamente os casacos que compramos |
Ah, vale lembrar que estamos na época das promoções de inverno, então nossos casacos custaram cinquenta e setenta dólares e servirão para temperaturas de até -20°, para nós o bastante por enquanto.
No próximo post prometo falar de supermercados, o preço da comida e dos sabores diversos por aqui.
Até mais Diário!



